Mãe especial – Dona de casa. Como contribuir ao INSS e garantir seu direitos?

mulher1Como advogada, sou questionada diversas vezes por algumas mamães especiais, de como elas podem garantir uma renda extra dada pelo governo para cuidar do filho especial.

De acordo com a lei, não há previsão legal de renda destinada a essas mães, existe o LOAS/BCP,  mas é destinado a criança/adolescente/adulto com necessidades especiais, cuja família tem renda per capita (por pessoa) inferior a 1/4 do salário mínimo.

Porém, uma das formas das mamães especiais garantirem seus benefícios sociais, ou seja, aqueles concedidos pelo INSS, e manterem-se na qualidade de segurado, contribuindo para o INSS.

Qual a vantagem? 

A vantagem é que essa mamãe terá direito há alguns benefícios do INSS, após o prazo que eles dão para a concessão de cada benefício, dentre os benefícios são:

  • Aposentadoria por idade: Após 70 anos a mamãe receberá aposentadoria integral, que futuramente, após sua morte, poderá ser destinada a seu filho especial, desde que ele seja incluído como seu dependente junto ao INSS;
  • Aposentadoria por invalidez: Caso aconteça algo com a mamãe que lhe cause invalidez permanete, algum tipo de acidente,  ela receberá um salário após ser reconhecida pelo INSS a invalidez;
  • Auxílio-doença: No caso da mamãe ficar doente (ex. câncer), de acordo com o previsto na lei do INSS ela pode dar entrada ao auxílio doença.
  • Auxílio-reclusão: Caso tenha praticado um crime, durante o cumprimento da pena a família receberá um salário mínimo.
  • Salário-maternidade: No caso da mamãe especial tiver mais filhos, ela durante a licença maternidade receberá salário, por 120 dias, lembrando, que assim que a criança nascer deve-se na hora parar de contribuir.

 

 A quem se destina? 

Facultativo de baixa renda é uma forma de contribuição ao INSS com o valor reduzido, de 5% do salário-mínimo. Essa modalidade é exclusiva para homem ou mulher de famílias de baixa renda e que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito da sua residência (dona(o) de casa) e não tenha renda própria.

Quem se dedica apenas ao trabalho doméstico na própria casa e não tem renda própria pode contribuir com 5% do salário mínimo.

Qual o valor da contribuição?

5% do salário mínimo, nacional. Em 2017 o salário mínimo é de R$ 937,00, com isso sua contribuição seria de R$ 46,85.

Requisitos

  • Não possuir renda própria de nenhum tipo (incluindo aluguel, pensão alimentícia, pensão por morte, etc);
  • Não exercer atividade remunerada e dedicar-se apenas ao trabalho doméstico, na própria residência;
  • Possuir renda familiar de até 2 salários mínimos. Bolsa família não entra para o cálculo;
  • Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais – CadÚnico, com situação atualizada nos últimos 2 anos. A inscrição é feita junto ao Centro de Referência e Assistência Social – CRAS do município.

Se você não se enquadra nestas condições mas quer  contribuir sobre um salário mínimo, veja o plano simplificado de Previdência Social.

 

Como contribuir

 

Benefícios

As contribuições válidas realizadas sobre 5% do salário mínimo podem ser utilizadas para os seguintes benefícios:

  • Aposentadoria por idade
  • Aposentadoria por invalidez
  • Auxílio-doença
  • Auxílio-reclusão
  • Salário-maternidade

Outros benefícios:

Se mais tarde você decidir usar suas contribuições como facultativo de baixa renda para obter os benefícios abaixo, precisará pagar a diferença corrigida entre 5% e 20% (alíquota total).

  • Aposentadoria por Tempo de Contribuição;
  • Certidão de Tempo de Contribuição – CTC

Se eu receber qualquer benefício meu filho perde o direito ao BCP/LOAS?

Depende, se a renda da família for abaixo de 1/4 de salário mínimo per capita, não.  Dependerá do número de pessoas que more na sua casa.

Qual a vantagem de ser um segurado do INSS em relação ao benefício do BCP/LOAS?

Se você for um segurado do INSS e receber seu benefício, ao contrário do LOAS/BCP ele não terá necessidade de renovação,  como o BCP/LOAS que  precisa ser renovado a cada dois anos (que exige a comprovação de condição de miséria para ter o direito), outra vantagem é que todas as formas de aposentadoria e pensão por morte está previsto o 13º salário, vantagem que não há no BCP/LOAS.

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Caso tenha alguma dúvida escreva para: contato@maesemacao.com.br que eu terei o prazer em te ajudar…

Fonte: INSS

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Dia a dia de uma mãe sem babá, sem empregada, sem filho na escolinha e de carne e osso – Por Juliana Brandileone

11944856_862098937208305_1272918663_nPara quem quer conhecer um pouco do dia de uma mãe sem babá, sem empregada, sem filho na escolinha e de carne e osso… aqui está!

“TAMU JUNTA”

Essa é a rotina de uma mãe madame que não trabalha e tem o chefe mais exigente do mundo… começando pela manhã pois se eu disser que não dormiu bem a noite será um ciclo vicioso!

Acorda cedo independente da sua vontade, cansaço, barulho de chuva na janela
ou qualquer outro tipo de gripe, resfriado ou dor nas costas uma vez que seu chefe exige naquele momento e sem acordo uma mamadeira.

Sonolenta prepara o leite e o local para que o processo seja feito de maneira confortável, quentinho e com muito amor.

Após a mamada a chefia desperta com toda energia do mundo e sem a mínima sintonia com a sua. Quer descer do colo e brincar como se tivesse hibernado 1 ano sem ver seus brinquedos barulhentos.

Bom dia… alguém te disse bom dia?

Não dá tempo….

Vamos a troca da fralda pois já se passaram quase 10 horas da última e o limite são 12. Começo de luta, abaixa aqui corre ali, rendido… ao trocador. Mexe em tudo, se vira igual minhoca na isca, e nesse momento a tensão se concentra no ter ou não um cocô ali. Essa manobra com cocô sempre acaba com um: fica quieto mais duro ou uma fralda no chão. Não entendo pra que tanto fogo em ver e mexer em tudo que tem ali em cima. Você respira, inspira e lembra…. É uma criança!

Solta a fera no chão e a brincadeira volta de onde tinha parado.

Lava as mãos e álcool gel!

Toma seu breve café ou suco ou leite ou iogurte…ah sei lá, ela não é tão exigente e come o que tem!

TV ligada… a mãe acha que tem o direito de ver algo que goste enquanto lava a louça. Negativo! Não há notícias do interesse dela apenas as mesmas de sempre de que a galinha usa saia e o galo paletó, o seu Lobato tinha um sítio ia ia ô, a roda do ônibus roda roda..roda roda, e aquela intrigante menina que sempre quer saber porque o gato mia, verde por fora vermelha por dentro é a melancia!

Louça lavada agora roupa para máquina! Separa por cor e pronto. Colega de trabalho na função.

Ixi… trocar de roupa. A sua! Ela esqueceu… trocou apenas o pijama do chefe.

Troca de roupa pensando no almoço. Uns pensam… aff, de novo comer…só pensa em comida! Mas a comida não é pra ela…É pra chefia!

Checagem do que tem pra hoje e acabaram as comidinhas feiras com amor e congeladas então é dia de cozinhar pra valer.

Bora pro mercado, sacolão e açougue ou onde preferir!

Chama a chefia que quase nunca quer ir mas por convencimento acaba se entregando com a condição de levar amigos no passeio. Entra no jogo urso, boneco, carrinho, guitarra e tudo mais. Todos pro carro.

Cadeirinha pronta lá vamos nós!

Desce do carro, desce da cadeirinha, senta no carrinho do mercado. Até que a chefia ainda não pede nada (eu sei que tem fases punk mas não é o caso hj rs). Compras pensadas não no hoje mas na semana ela vai pro caixa…

Tira tudo…embala tudo e a paciência da chefia acabando.

Tudo no carro. Brinquedos cercando a cadeirinha de volta para casa.

Caramba… quase 11 e nada de almoço.

Chega em casa… tira tudo do carro (menos os brinquedos… Agora não há tentáculos disponíveis para tal feito). Tudo em casa, chefia de volta aos brinquedos e TV, mamãe vão guardar tudo e começar o almoço.

Caramba… xixi… ela quase esqueceu de fazer!

Lava as mãos e vai às panelas!

Concentração na alquimia e alguém quer atenção e não entende que aquilo é pra ele! Colo…quer colo… panela no fogo e ele quer me afastar por colo. Diminui-se o fogo e dá-se o colo.

Oferece suco ou água a chefia que pelo jeito sentiu o cheiro e tá com fome. Enquanto o fogo baixo cozinha, vamos a fralda novamente.

Trocador… e minhoca na isca e pronto. Fralda trocada.

Lava as mãos e álcool gel de novo!

Chefia aguenta mais uns minutos brincando sem a mãe e almoço pronto. Parece que vem um batalhão mas não, ela já pensa nos dias corridos em que a chefia não pode ficar sem comer de maneira saudável e congela parte da comida fresca.

Uhuuullll hora do almoço. Cadeirão!
É perna perna que sobe…perna que desce!
Vontade de comer sozinho uuuuuuulalá

Primeira a quinta colherada tranquilo.
De repente tudo muda. Começam os acordos… mais uma e a mamãe te mostra uma coisa legal, o que você quer assistir?, olha o passarinho lá fora…, quer massinha (aqui faz milaaaagres a massinha)… e por aí vão longos quase 40 minutos. Essa idade quer tudo… menos parar para comer.
(Podem julgar aquelas que seguem o programa da gnt meu filho come mal… aqui tem que rolar uma distração sim rs)
Sobremesa (muitas vezes danoninho shiiiiplat – som da chibata) e suco ou água.
Tudo delicioso e a disposição.

Só um comentário sobre como a nossa vida muda… a mãe não fosse mãe comeria qualquer coisa em 5 minutos!

Almoça um pouco do que restou do prato da chefia e mais um complemento…

Pronto.

Vamos descer um pouco para andar e fazer a digestão já que não deu tempo de brincar lá embaixo no sol da manhã. Ixi… protetor. Chefia precisa de protetor solar.

Brinca, corre e grita de felicidade.

Pede colo e chupeta! Sono chegando…

De volta em casa, colinho e carinho para uma naninha certa! Pronto… chefia dormindo, mãe descansa ‪#‎sqn‬!

Hora de lavar a louça do almoço e tirar a roupa que a colega lavou…

Roupa estendida!

Passos de pernilongo pela casa e silêncio de templo.

A mãe tem várias escolhas para se entreter nesse breve espaço de tempo! Ela pode tomar banho, lavar o cabelo mas sem secar como gostaria, fazer cocô tranquilamente, assistir no volume mínimo algo na TV, olhar seu celular sem dividir com a chefia, retornar ligações perdidas, arrumar a casa, passar roupa, trabalhar como autônoma e em paz, enfim… uma infinidade de coisas! Mas só dá uma! Só uma porque a chefia já vai acordar.

Conselho: se cocô e banho forem prioridade comece por eles…Não dá pra parar no meio por exigência da chefia.

Pensando bem dá se for banho… o número dois complica!

Preferências executadas na prioridade possível com êxito, chefia acorda.

Mamadeira ou lanche da tarde. Ele escolhe de acordo com o humor e preguiça que acorda!

No colinho pra mamadeira ou sentado junto para o lanche, mais um momento juntos.

Hora de começar a pensar na janta. Papai daqui a pouco chega. Analisada a quantidade restante entre sobra do almoço e armários, vem a decisão fazer ou não a janta. Hoje, pós análise, se faz necessário.

Quando a sobra é razoável, papai e mamãe lancham…

Chefia quer brincar com a mãe! A mãe aceita… jantar fica para depois!

Papai chega… janta não está pronta. Há uma negociação rápida com a chefia para a troca de companhia e a execução da janta. O pai assume a brincadeira. Mãe volta pra cozinha!

Janta pronta… Cadeirão e negociações parte 2.

Casal conversa um pouco… enquanto jantam…

Brincadeiras com o papai afinal ele passou o dia todo fora…

Chegou a hora do banho e para o papai curtir mais um pouco o filho essa tarefa é dele…

Na saída do banho lá está a mamãe… com a toalha pro tinha para agasalhar, secar, trocar e escovar os dentes (tarefa animalllll essa de escovar os dentes, é quase mais fácil escovar os dentes de um hipopótamo).

Tá quase no fim o dia.

Agora a mamãe vai preparar a mamadeira e caminha.

Deitados… mamando… alguma luta com o sono e pumba…foi!

Colocar o filhote na cama e relaxar 2 minutos…

Banho da mamãe …. a gente quase dorme na água quente rs… morta com farofa!
Pijama mamãe… tentando um bonitinho no meio de 300 que estão lavando porque pingou leite… xixi… fralda etc…mas se não tem tu, vai tu mesmo!
Namorar e conversar com papai (não necessariamente nessa ordem e nem diariamente pq a gente pifa)…
Nem acreditar que m breve o corpo tá lá estendido inteirinho na cama…
Fazer aquela oração por tudo.

Deitar na cama para a primeira etapa do sono até que o filhote acorde (e quando não acorda a gente acorda e vai ver se está respirando kkkk).

Se ele chama a noite, ele quer MAMÃE e não há negociação… Então a mãe zelosa levanta está vai fazer dormir de novo a chefia mais exigente do mundo.

Logo mais é manhã de novo e se mudar alguma coisa da rotina será sempre para acrescentar e nunca diminuir o dia frenético de uma mãe.

Se identificou??
Somos nós!

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Primeira Semana em casa – Por Juliana Brandileone

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Começamos essa semana com a nossa nova colunista Juliana Brandileone,  após a boa repercussão de seu texto da semana passada em nosso blog, iniciamos a partir de hoje a nossa parceria com ela onde ela contará suas experiências como mãe em nosso blog, de forma divertida e única, ao ler as histórias da Juliana, podemos nos identificar com quase todas elas.
Espero que gostem de nossa nova colunista.
***
Conforme havia dito no post anterior, e dada a largada para a missão mãe, vou compartilhar a minha, vejam, A MINHA estória sobre a primeira semana como mãe e qualquer semelhança será mera coincidência!
Pronto…
Recolhidas 915 tralhas bolsas e bolsinhas que levei para a maternidade e mais os presentes ganhos, quando olha tudo aquilo você se depara com uma realidade: nunca mais a partir de hoje sairei eu e minha bolsa de casa…. será sempre um evento!
Vamos para o carro… bebê conforto ajeitado e Guigui acomodado nele!
Eu, muiiiiito juvenil e marinheira de primeira viagem saquei a chupeta em formato de bola de basquete e coloquei na boca do filhote… e Vupt… sugou de primeira! A enfermeira tomou o maior susto mas elogiou pois tem bebês que demoram um certo tempo para pegarem a chupeta, outros nem pegam! Mas… cada caso um caso!
Pegando elevador, a enfermeira diz que ela que tem que dar a saída do bebê com a segurança do hospital para prevenção de qualquer transtorno (achei digno com tanto maluco que tem solto por aí).
Cadeirinha no carro! (dica… saiam de casa com a cadeirinha já colocada para não apanharem como apanhamos para prender o raio da cadeirinha no banco.)
Indo pra casa… no banco de trás para ficar mais pertinho daquele ser tão indefeso que consegue me desmontar com um choro e, agradecendo muito ao cuidado prestado as nossas ruas em relação a todos os 592 buracos encontrados no caminho do curto percurso até nossa casa!
Chegamos!
Parecia que eu estava carregando um troféu nas mãos! E estava… Ainda na sala escuto um barulho vindo das fraldas… lá vou eu para meu primeiro cocô! Eu…eu mesma e a fralda.
Gente… numa boa… ninguém me disse que o que eu encontraria dentro daquela indefesa fralda seria algo não parecido com cocô mas muito próximo a uma geléia de ameixa… caracas… o mecônio, uma substância viscosa, preta ou esverdeada que foi se acumulando no intestino dele durante a gravidez.
Ninguém me disse mas por ter lido num aplicativo fui apresentada ao mecônio… sim “ele é feito de bile, muco, células da parede do intestino, secreções e líquido amniótico. Não é lá muito bonito, mas sua presença é um sinal de que o intestino do bebê está funcionando como deveria.”
Ótimo.
Sabe quando você olha e faz cara de ué? … Então, foi minha cara…rs. Quanto mais limpava, mais espalhava…
Aprendi que se limpava o bebê com algodão e água morna… show! Mas não é em todo lugar que você vai que encontrar água morna e muito menos vai viver carregando uma garrafa térmica parecendo a tia que vende café no ponto de ônibus na madrugada! Usei o algodão…sim, mas confesso que por pouco tempo e hoje agradeço a nossa senhora do lencinho umedecido!
Etapa limpa cocô concluída com êxito!
Fase 2: colocar o bebê para mamar…
Alguns acertos e diversos erros e só Jesus na causa!!
Um seio gigante e a meu ver explodindo de leite… me falaram sobre a livre demanda então chorou mamou… lá vamos nós! Aff minhas amigas… aquilo doía….como aquilo doía… repetia diversas vezes mentalmente…eu te amo, eu te amo…eu te amo sem parar… sentindo muita dor mas muito amor… Às vezes tinha a nítida impressão que quando tirasse o Gui do peito o bico do mamilo viria junto….
Genteeeee… e homem ainda reclama de proctologista e chute no saco… pelamorrr! Vem ser mãe pra ver… Achei que estava arrasando com aquela peitaria toda… trocava de peito a cada mamada, mas sempre tem um mamilo que fica pior! Haja lanolina!!!
Ele continuava a sugar que nem um maluco e caía num sono profundo…. acabado de tanto mamar!
No 5° dia mais ou menos… ele começa a pegar meu peito irritado… Quando consegue pegar como ele quer “mama” e dorme cansado…
De repente um som veio da barriga e um choro… burrrrrrrrrr! Pensei…putz a danada da cólica!!! tadinhooooo… (preparam tanto a gente pra essa maldita cólica que você pensa só nisso… dia e noite esperando ela chegar!)
Choro e mais choro… Irritação e muito, mas muito colo para tentar acalmar a fera.
Bolsa térmica… massagem na barriguinha e mais tudo aquilo que todos dizem pra fazer!
Enfim, nada acalmava… mais peito, sugadas, naninha… barulho na barriga e choro! Liguei para o pediatra (que já tinha escolhido antes mesmo de nascer) e disse que só poderia ser cólica pois mamava demais e dormia…
Recomendação: mãe… muito cedo para ter cólicas… maaaaassss tente a bolsa de água quente e se não melhorar luftal… ufa… Tô salva!!
Coloquei a bolsa acalmou um pouco… Logo veio o som junto com mais irritação.
Dei o luftal e o cara chupou a seringa como a última sombra do deserto… Tadinho pensava eu… Se acabando em cólicas…
Dia seguinte chegou e o choro só aumentava… pegava meu peito irritado… Eu apertava o meu seio e saía leite… juro!! Mas mãe júnior que era, não entendi que aquilo poderia não ser suficiente para ele.
Resumo… liguei de novo para o pediatra e aos prantos pedi socorro…
Ele, um cara das antigas e meu pediatra de infância. Ele vira pra mim e diz… Ju, faz um teste… coloca 10 ou 20 ml de água mineral numa chuquinha e da pra ele… Se ele sugar, é fome!
Gente… meu mundo caiu e pensei com desdém: esse doido não sabe o que diz! Mas como mãe desesperada de primeira viagem, respeitei a hierarquia.
Fiz o procedimento… e pá!
Juro que a força que ele segurou a mamadeira com as duas mãos foi incrível… sugou… e muito!! O jeito que ele me olhou foi de “até que enfim mãe!!”
Caí no choro… me senti um nadaaaa! Eu não era suficiente pra ele… Que droga de mãe com um seio de 3 kg não conseguia matar a fome de um ser de 3,5 kg… Em meio a minha frustração e muitas lágrimas, liguei pro pediatra de novo e digo: mamou!
Ouço a voz dele no telefone… “Ju, vai para uma farmácia que o que seu filho tem é fome… ele não pode ter cólica se o que ele tem é fome….. aquilo que você não faz, a Danone e a Nestlé fazem há mais de 40 anos…” Quis morrer! Olhei para o meu marido e recebi o olhar mais confortante e de apoio que precisava. Ele me disse já volto. E foi!
Naquele dia ele mamou com satisfação. Depois da mamada o soninho e não ouvi mais o barulho… ele ficou tranquilo… mas eu in-con-for-ma-da!
Dia seguinte ligo pra GO e ela me manda colocar oxitocina 5 minutos antes de amamentar para descer mais leite…
Tentei… Não desisti fácil. Ele sugava o peito e em 5 minutos introduzia a mamadeira. Me sentia mal por isso! Sabia que era pro bem dele…
Meu marido… um anjo amigo, foi atrás da bombinha de ordenha. Voltou para casa com ela… Pensei: agora vai!
Fiz a ordenha, transformando o meu peito num ubre e em 10 minutos, nem 5 ml.
Coloquei o spray no nariz… Esperei 5 minutos e comecei de novo… nada além do que tinha conseguido… Pensei comigo, amanhã um novo dia …uma nova chance!
Tudo se repetiu e até sangue do peito saiu… aí vinham aquelas vozes de amigas… parentes e desconhecidos…
Aiiii insiste… procura isso… procura até quilo… faz assim faz assado, mas juro… isso só me deixava pior. (Por experiência própria… Quando você escuta todo mundo e da certo ótimo…mas quando falam muitooo na tentativa de te estimular e não dá certo, a frustração é grande. Parece que deu certo com todo mundo, menos com você!)
Era um misto de sentimentos…
queria parar de sentir, ainda que com dor, ele mamando em mim… esse momento é mágico, indescritível …
Não tem explicação que consiga definir essa relação mãe bebê.
Ao mesmo tempo, que raio de mãe era eu que por meu melindre deixaria meu filho passar fome? Turbilhão de emoções. Em uma semana mudei meu jeito de agir e pensar pela primeira vez. Entendi que ser mãe e fazer o bem para meu filho estava além do processo de amamentação.
Parei de me martirizar e descobri que tem um mundo de outras coisas que fazemos por eles que são tão ou mais importantes quanto amamentar…
Não, eu não sou menos mãe que aquelas que deram peito. Também não sou mais.
Sou apenas a mãe que deixou de lado a sua vontade de amamentar para dar ao seu filho o que ele precisava sem perder tempo.
Sou a mãe que olhou para as necessidades antes de qualquer coisa…
Sou a mãe que naquele momento estava em paz por ter alimentado seu filho, independente da forma, mas fazendo o que muitas mães país a fora se quer tem a mínima possibilidade. Sou a mãe que entendeu que aquele pequeno ser dependia de mim para viver…
Sou a mãe que, como você, seria capaz de tudo para ver saudável aquele que veio ao mundo através de si.
Para todas as mães que conseguiram amamentar seus filhos eu fico feliz e sei que a estória de vocês é bem diferente da minha, mas digo…
Se um dia eu tiver o segundo filho, não exitarei fazer tudo outra vez. Seja para dar certo ou errado, não importa… serei a mesma mãe de peito e braços abertos, disposta a proporcionar o que meu organismo permitir a meu filho ou então repetir minha estória, mas nunca sem enxergar em tudo o amor!
Que este texto te faça bem se vive passou ou passa pelo mesmo que eu. Se você não passou, entenda o sentimento que passa na nossa cabeça…
Agora meninas, foi dada a largada para a missão cólicas, leites diversos e baladas noturnas!
Fica para semana que vem! Beijocas…

De 21 a 28 de agosto – Semana Nacional da Criança Excepcional 

Sophia
Sophia

Hoje, 21 de agosto inicia-se a Semana Nacional da Criança Excepcional, que é comemorada anualmente, em virtude do Decreto nº 54.188, de 24 de agosto de 1964.

Na referido Decreto, que está vigente até hoje, durante essa semana, o MEC – Ministério da Educação e da Cultura deveria expedir instruções a todos os órgãos que lhe fossem subordinados, e recomendações às instituições vinculadas direta ou indiretamente ao referido Ministério, para que se desse o maior relevo às celebrações dessa semana festiva.

Ocorre que, em 15 de março de1985, por meio do Decreto nº 91.144 foi criado o Ministério da Cultura (MinC), dessa forma,  houve o desmembramento dos Ministérios da Cultura e Educação, com isso haveriam dois ministérios responsáveis pela comemoração, porém 30 anos depois da publicação da Lei, não há uma definição de qual Ministério seria responsável pelas ações de comemoração da data. Ao checar o site de ambos os Ministérios nada consta sobre as comemorações previstas para essa semana.

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Outro ponto que deve ser analisado é a nomenclatura excepcional utilizada pelo legislador.

Com o passar do tempo a expressão excepcional foi substituída por portadores de necessidades especiais,  porque houve a  necessidade  de atenuar ou neutralizar a forma negativa dos termos anteriormente utilizados, inclusive excepcional, para distinguir os indivíduos que apresentavam limitações físicas, motoras, sensoriais, cognitivas, linguísticas ou ainda síndromes variadas, altas habilidades, condutas desviantes etc.

Os pais de crianças, jovens e adulto, com necessidades especiais aceitaram bem a nova expressão, pois deixa de lado a suposta negatividade dos termos utilizados anteriormente tais como:  portadores de deficiências, deficientes, incapazes, retardados, excepcionais, defeitoso entre outros.

Com isso, a expressão “portadores de necessidades especiais”, ao ser instituída, fica associada às dificuldades de aprendizagem, não necessariamente vinculada a deficiência(s). Tratando-se de uma série de manifestações, de natureza orgânica ou não, de caráter temporário ou permanente cujas consequências incidem no processo educacional.

Outra alteração que seria necessária no Decreto seria a inclusão dos jovens e adultos na semana comemorativa, contemplando todos os portadores de necessidades especiais de forma inclusiva.

Portando, hoje dia 21, dia em que deveríamos iniciar as comemorações sobre as conquistas e refletindo sobre novas políticas públicas em prol dos portadores de necessidades especiais, por meio de um ministério responsável, estamos apenas lembrando que há um Decreto que deveria ser atualizado a nova realidade, alterando o termo “excepcional” para “portadores de necessidades especiais”, definindo quem seria responsável por tais comemorações e incluindo jovens e adultos na comemoração para que a data torne-se inclusiva.

Fonte: Imagem e dados internet

PARCERIA: BIO – Bergaro Instituto de Odontontologia

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PARCERIA: Como havia falado, essa semana começaremos com as parceiras para o grupo, a nossa 1ª parceria é com o BIO – Bergaro Instituto de Odontontologia, para as mamães e papais do grupo haverá desconto para o tratamento odontológico de seus pequerruchos. Para quem não conhece o Bio Bergaro Instituto Odontologico é conduzido pela Dra. Sabrina Bergaro, especialista em Odontopediatria (bebês e gestantes). Confira nossa parceria e agende a consulta do seu filho. PARCERIA BIO E MÃES EM AÇÃO
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