Mãe da Semana: Márcia Freire: Você sabe o que é a Síndrome Rubinstein Taybi?

Mães em ação

A mãe desta semana é a guerreira Márcia Freire, mãe de Rodrigo, 11 anos, eu a conheci num grupo de mães o qual ela gerencia chamado Mães e Filhos, esse grupo é muito legal e diferenciado porque além da troca de informações entre as mães, há muitos posts motivacionais onde elas se apoiam e se ajudam com as dificuldades que elas enfrentam. A Márcia cria sozinha seu filho,  mesmo com todas as dificuldades ela consegue dar a ele oportunidades de que ele se desenvolva. Cada avanço no desenvolvimento dele é uma vitória. Gente!!! É muito amor envolvido nessa linda história. Vale a pena ler!!!!

***

Vou contar um pouco da história do meu filho, ele nasceu com uma síndrome rara chamada Rubinstein Taybi (doença rara, pouco conhecida pela sociedade. A anomalia pode ocorrer em meninos e meninas, das raças branca e amarela). Só que só descobri quando ele estava com…

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Mãe de criança com deficiência deixada na escola durante excursão quer entrar na Justiça

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O pequeno João Pedro desce do ônibus escolar depois de mais um dia de aula. Mãe cobra treinamento de monitores para inclusão da criança

 

Após ser deixado para trás na escola durante um passeio dos colegas de classe ao cinema, o pequeno João Pedro, de 9 anos, que tem paralisia cerebral, ganhou de presente uma sessão do mesmo entretenimento na terça-feira, em um shopping da Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Mas o que devia ser um momento de alegria acabou revelando outros problemas a Adriane Cruz, mãe do menino.

Durante o programa, ela percebeu que ainda falta muito para que o filho receba tratamento adequado no ambiente escolar, e não descarta entrar com uma ação na Justiça para garantir os direitos da criança. A Secretaria Municipal de Educação determinou a apuração do tratamento dado à criança na unidade escola. Assim como Adriane, familiares de outros alunos com necessidades especiais buscam a inclusão delas no ambiente escolar, assunto que foi tema de uma audiência pública na manhã de ontem na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

O caso de João Pedro ganhou as redes sociais no fim de agosto, mas a repercussão aumentou na semana passada. Adriane, que é presidente da Associação Mães que Informam (AMI) – que atende pessoas com deficiência e suas famílias – publicou um desabafo em sua conta no Facebook sobre a situação da criança.

“Hoje, vendo meu filho chegar da escola, não tive como não chorar. Toda a turminha da escola foi ao cinema, meu filho ficou da 7h às 11h20 circulando no corredor da escola com o auxiliar de apoio dele”, disse a mãe. “Há 9 anos meu filho estuda na escola inclusiva e ainda não conseguiram aplicar o lindo projeto que eu também amo, que se encontra escrito no papel. Ele não vai aos passeios da escola. Este ano, nem mesmo convidado à festa junina da escola foi. Motivos da escola: porque está frio, porque ele grita, porque levanta a perna, porque não sabem qual será a reação dele”, lamentou Adriane, dizendo que o filho ainda ganhou um balão como “prêmio de consolação”. A postagem já contabiliza mais de 10 mil compartilhamentos e 5 mil comentários.

Ontem, ela contou à reportagem do Estado de Minas que uma rede de cinemas de Belo Horizonte e uma distribuidora de filmes do Rio de Janeiro souberam da história e ofereceram uma sessão de cinema a João Pedro e seus colegas de sala da Escola Municipal Monsenhor João Rodrigues de Oliveira, que fica no Bairro São Geraldo, Região Leste de Belo Horizonte. Assim, na terça-feira, o grupo foi de ônibus ao Shopping Boulevard assistir a Emoji: o filme. “Pra mim foi muito bom o João ter ido no cinema porque mostrei para a escola que ele pode”, diz Adriane,  grata aos organizadores. “João viu o filme sem gritar, sem se levantar para ir ao banheiro. Ele foi dormindo no ônibus na cadeira (de rodas). Ele se senta e vê o filme quietinho. Não dá trabalho”, enfatiza.

No entanto, durante o passeio a mãe percebeu que falta um trabalho da escola que facilite a criação de vínculos entre seu filho e os outros alunos. “Nenhum menino deu bom-dia para ele. Duas meninas chegaram perto da gente e agradeceram por terem ido ao cinema e uma delas disse que gosta de segurar a mão dele. Nesse comportamento, eu vi mais uma reação típica de mulher, um comportamento materno, aquele carinho que as meninas têm com uma bonequinha, de algo que veem e querem cuidar. Não vi vínculo de amigo”, comentou Adriane. “Ele não está tendo inclusão social. Ele estava no grupo, mas não pertence ao grupo e me doeu mais ainda. Eu estava feliz porque ele conseguiu ir, mas  triste pela questão da inclusão”, diz a mãe de João Pedro.

Vaivém e despreparo

Desde os 4 meses de vida João Pedro frequenta escolas públicas inclusivas e sempre houve problemas, resultando em trocas de unidade. A criança está na Escola Municipal Monsenhor João Rodrigues de Oliveira desde maio. Adriana Cruz precisou tirar o filho da escola anterior porque os colegas reclamavam que o menino gritava na sala de aula, o que prejudicava a aprendizagem deles. Mesmo com as dificuldades, ela diz que João Pedro era incluído na vida social das outras instituições, fazia amizade com outras crianças e tinha uma participação mais ativa. Ela cobra a intermediação dos monitores, auxiliares de apoio, professores e gestores das escolas que, segundo ela, não recebem capacitação adequada para atender alunos com deficiência. “Até técnicos que se sentem frustrados porque não sabem o que fazer”, afirma.

“Na vida social do João, eu sou o auxiliar de apoio dele e digo para as pessoas que podem tocá-lo, conversar com ele. João não responde com palavras, mas ele vai rir, fazer cara de que não gostou”, explica. Adriane conta que tenta evitar que as pessoas vejam o filho com dó. “Ele sabe que aqui é a casa dele, que está na rua, no cinema. Sabe que é o centro da atenção. O meu filho nada sozinho, sabe fazer coisas. Ele não consegue falar, mas sabe o que está acontecendo no entorno dele. Eu, sendo agente de inclusão dele, falo para as pessoas, e o professor, o técnico de apoio, é obrigado a fazer o mesmo, mas não é capacitado”, destaca.

No dia 19, representantes da Associação Mineira de Reabilitação (AMR) vão até a escola fazer o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) de João Pedro. O documento contém estratégias para o desenvolvimento do aluno com deficiência. Adriana diz que, desde o início da vida escolar do filho, já foram feitos nove documentos e nenhum foi aplicado.

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Belo Horizonte informou, por meio de nota, que a Diretoria da Educação Inclusiva e Diversidades determinou, após o fato ocorrido na Escola Municipal Monsenhor João Rodrigues de Oliveira, um levantamento das ações de inclusão da escola. “Representantes da Secretaria estão fazendo uma avaliação criteriosa e um diagnóstico de todos os procedimentos adotados pela unidade escolar”, afirma o texto. Caso sejam verificadas inconsistências no trabalho da unidade, o órgão afirma que as correções serão feitas.

A direção da escola informou que “o aluno participa de atividades específicas, que buscam promover o seu desenvolvimento e a sua integração com o restante da turma e que todas as atividades propostas para o estudante são formatadas em conjunto com profissionais do Atendimento Escolar Especializado (AEE).” Além disso, segundo a Secretaria, o aluno tem o acompanhamento de um monitor de apoio à inclusão durante todo o tempo que permanece no local.

Atualmente, as escolas municipais atendem a cerca de 5 mil alunos com deficiência .

Fonte: www.em.com.br

Imagens:  Leandro Couri/EM/DA Press

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Como cortar as unhas do bebê?

 

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Essa é a outra tesoura, NÃO recomendo

Um dos primeiros desafios que nós mamães temos que enfrentar nos primeiros dias de nascimento de nossos bebês é aprender cortar as unhinhas deles.

E te confesso, não é uma tarefa fácil! Eu depois de muito tempo ( tipo 3 anos) virei craque nisso… Eu e minha super tesourinha arrasamos. kkkk Então acho legar compartilhar com vocês algumas dicas.

Quando devo cortar as unhas do bebê pela primeira vez?

Em alguns casos, os bebês já nascem com as unhas bem grandes, e que acaba fazendo o primeiro corte é a enfermeira, na maternidade. A minha pequena chegou em casa com garras de Wolverine, e eu tive logo que aprender a lidar com isso. Apesar das unhas serem bem fininhas, o corte não é fácil, pois ainda estamos nos acostumando com eles.

Uma amiga me disse que ela lixava as unhas do bebê dela, e lá fui eu tentar… Tentei com malha, com lixa de kits de maternidade, com lixa minha (claro nova) e nada de dar certo.

Tentei esperar um pouco colocando as tais luvinhas que evitaria que ela se arranhasse, mas então, eu aqui mãe noiada de primeira viagem, acchou que ela perderia o movimento das mãos.

Com isso, tomei coragem e fui lá cortar as unhas da #deusadafofícia. Acontece que eu havia comprado 2 tipos de tesoura e um alicate (trim), porque uma não bastava. Com o trim, foi impossível, com uma tesoura que ganhei num kit, missão quase impossível, porque ela cortava além de onde um mirava, foi aí que conheci a #melhortesouraparaunhasdebebês

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Nüby – Melhor tesoura do mundo

Qual cortador de unhas devo usar?

Depois que  tomei coragem e fui lá cortar as unhas da #deusadafofícia. Fiquei na dúvida de qual usar. Acontece que eu havia comprado 2 tipos de tesoura e um alicate (trim), porque uma, não bastava. Com o trim, foi impossível, com uma tesoura que ganhei num kit, missão quase impossível, porque ela cortava além de onde um mirava, foi aí que conheci a #melhortesouraparaunhasdebebês, ela é pequena com pontas redondas própria para isso.

Já existem no mercado cortadores de unha com lupa, que aumentam sua visão do local de corte, facilitando a tarefa e reduzindo o risco de lesões. Essa eu nem tentei.

É importante resssaltar, que tanto a tesoura quanto a lixa sejam usadas exclusivamente para cortar as unhas do bebê, evitando a contaminação e reduzindo o risco de infecções.

Como deve ser feito o corte das unhas?

Para cortar as unhas do seu bebê, siga este passo a passo:

  • Nos 1ºs meses procure um ambiente tranquilo, bem iluminado, sem barulhos ou distrações, porém, quando eles tiverem uns 3 a 4 meses, vale a pena por um desenho, ou pedir ajuda para segurá-los, porque eles se mexem muito;
  • Busque a tesoura e a lixa e garanta que elas estejam bem limpinhas, eu lavava a tesoura e depois desinfetava com álcool gel ( faço isso até hoje, filhota com 3 anos);
  • Lave suas mãos, e quando eles são maiorzinhos lave a deles;
  • Garanta que você e o bebê estão em uma posição confortável;
  • Segure a mãozinha da criança, pressionando a ponta do dedo para baixo, deixando a unha mais visível;
  • Realize um corte reto e não busque arredondar os cantos,e nem tirar cantinhos;
  • Não deixe a unha muito curta para reduzir o risco de inflamações;
  • Fica mais fácil cortar quando eles estão dormindo;
  • Se necessário, lixe os cantos das unhas para que o bebê não se arranhe;
  • E se nada disso der certo, ou a unha encravar, vale a pena falar para vocês que existem especialistas em corte de unhas de bebês. Então, se você realmente não tiver coragem,  ou encravar a unha do seu bebê, você pode procurar um especialista, é bem normal acontecer isso.

Como eu garanto que o bebê não vai se mexer enquanto eu corto as unhas?

Segure a mãozinha dele bem firme, a #deusadafofícia é treinada desde pequena, eu dizia não se mexe nem respira e até hoje ela obedece. Mas a minha afilhada parece o boi bandido em dia de rodeio, quando é dia de cortar as unhinhas dela, fora que em um pé ela tem mais cocegas que no outro. O mais importante é que você esteja segura nesse momento, mas se rolar uma insegurança que é bem normal,  principalmente nos primeiros cortes, você pode contar com a ajuda de uma segunda pessoa. Assim, enquanto um segura a mãozinha do bebê o outro faz o corte das unhas. Te digo com a minha afilhada é assim, desde 6 meses são duas pessoas para cortar as unhas dela.

Cortar as unhas machuca o bebê?

Não. Assim como quando você corta as suas unhas, não se machuca. Mas pode rolar uma choradeira, mais pelo fato de você segurar firme a mãozinha do bebê do que o corte em si.

Se o choro te desconcentrar muito e acabar te impedindo de cortar as unhas adequadamente, vale a pena tentar realizar a tarefa enquanto o bebê está adormecido. Eu particularemente nunca fiz.

Por que é importante cortar as unhas do bebê?

Porque há o risco do bebê se arranhar e acabar se machucando. As unhas compridas permitem o acúmulo de sujeiras e micro-organismos o que é um perigo já que o bebê vive colocando a mão na boca.

Com que frequência devo cortar as unhas do bebê?

As unhas do bebê crescem rápido, então geralmente é necessário cortar as unhas da mão toda semana e as do pé a cada 2 a 3 semanas.

O que fazer caso a unha do bebê encrave?

Se o canto da unha do bebê começar a ficar vermelho, inflamado e parecer que o bebê está sentindo dor no local, é preciso ter alguns cuidados especiais e ficar de olho na progressão do quadro.

Molhar os dedos da criança com água morna e sabão duas vezes por dia e aplicar uma pomada cicatrizante ou um óleo, massageando o local com movimentos circulares costuma resolver o problema. Se a inflamação começar a se espalhar, com todo o dedo ficando vermelho, e o bebê desenvolver febre, procure o pediatra.

E se você ficar insegura de cortar a unha depois, não se acanhe de levá-lo em um profissional para cortar a unha dele.

Como evitar que a unha do bebê encrave?

É só não cortar as unhas dele muito curtas e sempre em movimento reto, sem arredondar nas laterais.

Na época que a criança começa a engatinhar e arrastar as mãozinhas no chão, é quando as unhas encravadas mais comumente aparecem. Redobre os cuidados para que isso não ocorra.

Agora que você já aprendeu a cortar direitinho as unhas do seu bebê, não deixe de conferir os outros posts do blog! E qualquer dúvida é só deixar um comentário aqui embaixo pra nós!

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Adeus Chupeta… Como tirei a chupeta do meu bebê

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Hoje, depois de uma semana, digo com alegria: adeus chupetas.

Desde o dia 12/1 a #deusadafofícia deu Adeus as chupetas.

Começou com uma brincadeira no carro, disse a ela que agora como ela era menina grande como a Lelê, ela não deveria chupar mais chupeta. Então, inesperadamente ela me deu a chupeta e fomos para casa. Quando chegamos em casa ela lembrou da chupeta que ficava presa no bichinho dela, chorou muito, devolvi a chupeta e conversei com ela que se ela desse a chupeta para a fada ela ganharia 2 fantasias uma da Branca de neve e outra da Rapunzel. Ela me devolveu a chupeta, pegamos todas e colocamos num pote para a fada vir buscar e levar para os bebês da creche que não tem mamãe.

No dia seguinte, não acreditando muito peguei as chupeta pus na bolsa e coloquei a fantasia lá. Quando ela acordou a fantasia da Rapunze estava lá! Ela ficou muito feliz. Ela ficou o dia inteiro sem chupeta e falou para a vovó: não chupo mais chupeta, sou menina grande. Dai a vovó e ela foram de “ombius” até o comércio local comprar o que ela quisesse. Ela escolheu uma Frozen que canta… Eu dei um voto de confiança a ela e dei a outra fantasia.

Parece que foi fácil né? Mas não foi fácil assim… ela nunca mais pediu a chupeta, mas vejo claramente a falta que ela sente. Faz mais de uma semana que ela tem dificuldade de dormir tanto à noite como de tarde. Já me disseram que depois de um mês volta ao normal! Tenho fé 🙏 . Não posso esquecer que ela deixou um vicio de lado. Que se para nós e difícil largar um vicio imagine para uma criança de 2 anos. Mas estamos indo de boa. Estou cansada, indo dormir tarde, tendo que lidar com ela mais carente, rolando muito boi bandido, mas muito feliz por que essa decisão partiu Dela.

Se me arrependo de ter dado chupeta? Sinceramente, não! Ela me ajudou quando eu fiquei 24h sem dormir, nos momentos de transição e quando eu precisei quando ela era bebê. Mas agora Adeus! É hora de partir… Minha menina cresceu. #chupeta #adeuschupeta #meubebecresceu #instakids #goodbye #pacifier #goodbyepacifier #partiu #partiupepe

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60 dias de neblina 

Oi pessoal,

Li esse texto e gostaria de compartilhar com vocês!

***

Você já ouviu o ditado “neblina baixa sol que racha”? Se nunca ouviu, vou explicar. Dizem que quando o dia amanhece com muita neblina é porque será um dia lindo, de muito Sol. Este texto tem a ver com isto. A neblina que vem antes do Sol e do céu azul…

Ahhhhhh os primeiros 60 dias com um bebê recém nascido em casa. O leite que finalmente desce, deixando o seu seio do tamanho de um melão transgênico. Duro igual uma pedra. Os hormônios que te fazem ir do gatinho fofo do shrek para a esposa do Chuck, o boneco assassino. Se você fez cesariana a cicatriz incomoda. Se você teve parto normal sentar incomoda. A barriga que fica igualzinha uma bexiguinha “murcha”, bem murchinha. Se quando grávida você tinha uma linha escura na barriga (“linea nigra”), saiba que ela consegue ficar ainda mais escura depois do parto (surpresaaaa!!). O umbigo que fica igual o olho esquerdo do Nestor Cerveró. Sangue, sangue, sangue e mais um pouquinho de sangue. Leite, leite, leite e mais um pouquinho de leite. E você que odiava usar absorvente agora tem que usar não somente na calçinha mas também no sutiã. E para fechar com chave de ouro ainda temos a famosa cinta pós parto (ou calçinha alta) que alguns médicos recomendam.

E não para por ai. Ainda temos:

Uma mistura de sentimentos que ninguém consegue explicar. Uma sensação de felicidade plena misturada com cansaço, amor, euforia, e tristeza.

Noites mal dormidas.

E se a noite é bem dormida, você então acorda boiando em um mar de leite. Azedo.

Seus mamilos que há esta altura já estão tão indignados com você que já quase te perguntam: Escuta aqui mulher, que merda é esta que você está tentando fazer?

Cólica.

Choro. Muito choro. Chora o bebê, chora você.

Mil pessoas palpitando na sua vida e na do bebê: Não pode comer tal coisa porque dá cólica. Mas você precisa se alimentar bem pois esta amamentando. Chá de camomila é excelente para cólica. Mas não pode dar na mamadeira porque se não o bebê não vai mais pegar o peito. O bebê está dormindo demais, de menos. Está mamando demais, de menos. Você está agasalhando demais, de menos.

Quebrante. Bem vinda ao mundo do tal do quebrante. E sempre vai ter uma pra falar: “Quebrante é comum. A gente mesmo coloca quebrante nos filhos”. Quer saber? Vai todo mundo tomar no meio do cu com este papo de quebrante. Quebrante me IRRITA!!! Não vou amarrar fitinha vermelha no bebê e ponto final.

Cocô explosivo. De madrugada. Por que? Por que Por que Senhor?

Vacinas que doem mais em você do que nele.

E durante uma madrugada qualquer, você já no auge da privação de sono, ergue o tom de voz, implorando para que o bebê durma. O bebê dorme. Você olha aquele rostinho lindo, e se pergunta: Como eu fui capaz de erguer a voz para este anjinho que eu amo mais que tudo? Que bruxa! Eu sou a pior mãe do mundo. Víbora. Eu mereço arder no fogo do inferno…

E a quarentena acaba e você fica pensando como vai dizer para o marido que a última coisa que passa na sua cabeça é sexo.

E saiba que quando finalmente rolar, há grandes chances de ser uma merda. Juro que não sei o que acontece, mas independente do tipo de parto, da impressão que voltamos a ficar virgens depois de ter filho, ou é o pinto do marido que resolve ficar gigantesco e virar estrela de filme pornô.

Você cuida do bebê e acaba esquecendo de você. Você fica dias sem ao menos se olhar no espelho. Não que você não queira, mas simplesmente porque você não lembra. Falta de tempo, falta de memória, não sei. Só sei que um dia você vai se olhar no espelho e vai se deparar com uma sobrancelha mais peluda que a perna do maridão. E vai lembrar que você além de mãe, é mulher, e esposa, e filha, e amiga.

E nestas alturas você já está igual aquele vídeo do David depois do dentista: “Is this real life”?!

E os dias passam.

E entre um choro e outro aparecem os sorrisos. Sorrisos que fazem seu coração explodir de amor e alegria.

Amamentar fica bem mais fácil.

Você já se sente mais segura e não se deixa abalar por palpites de terceiros.

Os hormônios dão uma trégua.

O bebê começa a dormir melhor.

Você e o seu bebê vão se conhecendo e entrando em sintonia. E não é que você está pegando a “manha” desta tal maternidade?!

Você até começa a cuidar um pouquinho de você.

Sexo volta a ser algo interessante, bem interessante.

E a vida vai voltando ao normal. Um novo normal.

E um belo dia você entra no elevador do prédio e encontra uma vizinha. No colo dela um bebê de 10 dias. Você olha para ela. Olha para o bebê. E tenta lembrar como era a sua rotina quando o seu filho tinha aquele tamanho.

Você tenta puxar na memória. Você não consegue lembrar. Como assim? Seu bebê tem só 7 meses, nem faz tanto tempo. Mas por que você não lembra? É como se tivesse uma fumaça. Uma neblina cobrindo a memória…

Os primeiros 60 dias de neblina.

Se você ainda está no seus 60 dia de neblina, tenha paciência. Curta os dias de pijama. Não caia na pressão dos outros que exigem que você saia da sala de parto como se nada tivesse acontecido. A vida mudou. Você mudou. Não se force a nada, absolutamente nada. Você já tem novidades o suficiente para processar. Não seja tão dura com você. Não permita que sejam tão duros com você. As visitas podem esperar. O mundo pode esperar. Leve as coisas no seu ritmo e se deixe levar rumo ao Sol. Pois depois da neblina, sempre vem o Sol.

Por A Maternidade por Rafaela Carvalho

Imagem: Arquivo pessoal

Mãe da Semana: Angela Cortelazzo – A revelação

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O depoimento da mãe dessa semana me fez chorar igual bebê. Depois que nos tornamos mãe, nos tornamos mais sensíveis a cada dia. A história da mamãe Ângela e da revelação profetizada pelo seu filho Felipe me emocionou demais e gostaria de compartilhar essa história com vocês.

***

Sempre quis ter um filho só, com aquele papo de querer dar de tudo do bom e do melhor pra ele. Tive meu bebê, sem ter planejado, fiquei feliz, porém não curti tanto a gravidez, não fiz book gestante, não comprei o carrinho que sempre quis e nem tenho muuuuitas fotos com a barriga de fora e tal.

Gravei todas as ultrassonografias, guardei todos os exames da gestação. Mas sentia que não tinha curtido como queria. Até que meu avó morreu, o último dos irmãos, e eu decidi que teria sim um segundinho, mas não pra já. Queria planejar, comprar um carro, um apto.

Mas como nada disto estava dando certo, percebi que outra “coisa” precisava acontecer antes e deixei de tomar remédio. Quatro meses após ter interrompido o anticoncepcional, em fevereiro comecei a tentar. Três dias depois da primeira tentativa meu filho de 2 anos e meio, brincando perto de mim diz: Tiago. Eu sem entender nada perguntei onde e ele respondeu: na barriga da mamãe. Não dei muita importância e continuei meus treinos, a cadatrês dias como havia visto em um blog de treinantes.

Algumas semanas depois da “premonição” do meu filho veio os sintomas… Muita tontura, fome, xixi toda hora e uma crise de choro após ver um vídeo sobre uma mãe que tinha 5 filhos. Passaram alguns dias e resolvi fazer um teste de farmácia e num primeiro momento vi um negativo, que passado algums minutos se tornou um duvidoso positivo, com um tracinho beeeem fraquinho.

Na mesma hora saí e comprei outro, que deu o mesmo resultado. Decidi fazer um beta, mas antes resolvi comprar um teste digital e assim que cheguei em casa fiz e deu um definido: grávida 1-2 semanas.

Chorei demais, abracei meu marido e enteguei o teste nas mãos dele. Foi um misto de sentimentos, diferente de quando recebi o positivo da minha primeira gestação, um amor que parecia que ia estourar meu coração.

Abracei forte meu menino e disse que ele tinha acertado, vinha um irmãozinho pa brincar com ele. Estou agora de quase 7 semanas e o sexo ainda não sabemos. Mas a alegria de saber que a família irá crescer e que meu filhinho foi o instrumento de revelação e incrível!! Me senti o ser mais abencoado do mundo!”

***

Em breve voltaremos para contar se o bebê será o Tiago…

Palavrões: Uma reflexão sobre a vivência – Elis Barbosa

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   As crianças são nossa responsabilidade. Todo mundo já sabe e repete, irrefletidamente. O que pouco se fala é no que isso implica. Elas também são o nosso tormento. A dose diária da obrigação, a coragem necessária para ser o melhor exemplo. Somos observados e cuidadosamente copiados. Imitados em gesto, tom de voz e discurso. Quase como numa mímica debochada, e nem sempre é fofinho.
 No trânsito: Eu dirigindo e a filha viajando, de repente eu (bem irritada): E aí amigo, vai ou não vai?! Filha: Babaca! com a boca cheia, babando no final.

 Eu ignoro o fato. Ela: É babaca ele, mãe?

 Outro dia no trânsito: Depois da fechada, tentando manter a linha eu expiro: Ah, é foda! Filha: É foda, mamãe? Eu ainda transtornada: É foda, minha filha! Me arrependi em seguida, pensando no que poderia vir dali. Ela pirou com a palavra e ficou mascando: Foda, foda, foda…

 Como lidar?! Esses palavrões são escutados em casa, da boca da mãe. A educação recebida pela criança não é só aquela que lhe é oferecida em palavras de ordem ou conselho, mas a que ela observa e absorve. Não ensino minha filha a falar palavrão como ensino a escovar os dentes, claro, mas ela os escuta com frequência. O que fazer? 

 Ora, alguém informe a essa mãe que é preciso parar de falar palavrão na frente da criança. Isso é unanimidade, é reproduzir sem pensar. Não vai acontecer, é difícil tirar vício de língua. Será que só tem essa moral? Que só tem a permissividade do “se eu faço não posso impedir que o filho faça”, ou a rigidez do “pare de fazer, pare de falar, pare de ser e seja o dever”? E a marca da diferença entre pais e filhos, adultos e crianças, cuidadores e cuidados, responsáveis e incapazes?  

 Não somos iguais, e marcar as diferenças é fundamental. Não apresentar essas diferenças infantiliza os adultos pela obrigação de terem uma conduta como a que deve ter a criança, negando a estrada trilhada que permitiu a construção da sua própria conduta e a conquista de ser o que se quer. Nega a criança a percepção de que existe para o que crescer. Nem tudo que pode um adulto a criança também pode, está na lei, é correto. Esse jeito de criar afasta as pessoas, quem é que vai querer passar tempo com as crianças tendo de se policiar constantemente quanto ao que fala ou faz. Sendo como se deve ser, não como de fato se é. Será que não vem daí aquele ranço de hipocrisia tão farto entre aqueles que deveriam ser os mais íntimos? Aquela sensação triste de que a gente não se conhece direito.  

 Então vou despejar o que eu quiser, na hora que eu quiser, na cara dos filhos, certinho? Melhor não, mais por uma questão de bom senso. Lembre-se: eles vão devolver tudo pra você. O mais importante, eles o farão com a força da certeza de que estão agradando. Aprenderam conosco. Recomendo fazermos na frente das crianças o que vamos suportar receber de volta depois.  

 No trânsito, a Filha: É babaca ele, mãe? Chateada de ver o aprendizado rápido da menina, eu: Nem sei se é filha, deixa isso pra lá. Ela: É babaca. BABACA. BABABABACA. (Boca escancarada, fica repetindo em diferentes tons de voz, prazerosamente. Ainda tem isso, a palavra é uma delícia de falar!)

Eu: Filha, já deu. E não pode chamar ninguém de babaca, é feio ficar chamando as pessoas de babaca. Ela me olha confusa. Eu: Cara, você só chama alguém de babaca se você não aguentar, mas não pode! E dá briga, entendeu? Ela balança a cabeça afirmativamente. E ficou repetindo babaca silenciosamente, pra si, elaborando a novidade.

 Outro dia no trânsito, ela pirou com a palavra e ficou mascando: Foda, foda, foda… Eu: Filha, chega, já ouvi. Ela não para, me olha provocante. Eu: Presta atenção, essa é daquelas palavras que a gente fala uma vez só. Você já falou várias. E não pode falar isso em qualquer lugar ou pra qualquer pessoa, principalmente na creche (beijo para as tias mais queridas!). Tá ouvindo filha? FILHA? Ela: ouvi mamãe. Eu: Principalmente na creche, entendeu? Ela: Entendi. E recomeça o mantra: foda, foda, foda… Eu: Tu não entendeu. Eu falei o quê?! 

 Ela: Eu não tô falano na tcheche.

 Não vou mudar minha conduta pra me adequar simplesmente, vou rever minhas atitudes, uma a uma, pensar sobre elas olhando nos olhos da minha menina, tendo em mente que acima de qualquer verdade está o laço de confiança que trançamos até aqui. Vou reencontrar meus motivos, conversar com os medos, visitar familiares. Terei de contar de novo pra mim a história de cada cicatriz para reconhecer-lhe a atualidade do sentido. Isso ainda faz sentido pra mim? Os comprometidos vão além da sobrevida e experimentam trocas incríveis com versões tão melhores de si, os filhos. Só é possível dizer do que se sabe, assim quanto mais soubermos de nós melhores as chances de nos comunicarmos com as crianças. 

 E espero, tranquila, pelas histórias que os “vexames” vão me render. Meu temor? A filha fazendo uso correto da palavra e eu ter pouco ou nenhum argumento pra sociedade.