Cólicas do bebê

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A boa notícia é que a cólica do bebê é transitória e aparece geralmente na segunda semana de vida, acabando em torno do quarto mês, em uma criança saudável. A cólica pode durar até três horas por dia e normalmente acontece no final da tarde ou à noite. Além do choro, o bebê fica irritado e agitado.
Como diferenciar o choro por cólica do choro de fome

O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama. Isso não acontece quando o choro é por cólica.
Como evitar as cólicas

Tente manter a calma e lembre-se que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que vão passar em poucos meses. A ansiedade da mãe não ajuda a acabar com a cólica, mas algumas ações podem amenizar a dor:

– um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho;

– um banho morno também ajuda a descontrair;

– movimentos nas pernas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o excesso de gases;

– massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases;

– compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes o calor da toalha em sua própria face).

Porém, o mais importante é ter paciência para acalmar o bebê, aconchegando-o no colo, barriga com barriga, ou apoiado de bruços na extensão do antebraço dos pais.

Oferecer chá ao bebê não acaba com a cólica e pode prejudicar a amamentação. Remédios “contra gases” têm pouca eficácia.
Relação entre cólica e dieta materna

As causas das cólicas do primeiro trimestre não são bem conhecidas, mas parecem ter relação com uma relativa imaturidade do bebê; e vão melhorar com seu crescimento, sem deixar sequelas.

A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é controversa. A cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com leite de vaca (fórmulas). Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mamãe caso as cólicas estiverem associadas com outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de rajas de sangue nas fezes do bebê.

Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, seu pediatra deve ser consultado imediatamente.

E lembre-se, o ideal é prolongar ao máximo o aleitamento materno porque o leite de vaca tem alto poder de causar alergia.

***

Cólica, uma palavra que toda mãe tem pavor de ouvir, eu pelo menos tinha.

A #deusadafofícia começou a ter cólicas com 15 dias, nossa como a tadinha sofria, chorava de se esguelar, não tinha remédio, massagem, nem bolsa de água quente que fizesse ela parar de chorar,

A cólica dela era com horário marcado 18:00, era  entre hora que minha mãe ia embora para a casa dela e que meu marido chegava, então das 18:00 às 19:30 era minha hora do rush!!!

Eu tinha vontade de sair correndo, nas primeiras vezes ela chorava e eu chorava também, era deseperador.

Teve um episódio que eu fiquei tão desesperada que fui aquecer a bolsa de agua quente na panela, e não vi que eu tinha derretido a bolsa, vazou todo o líquido da bolsa nela. Além de ficar sem a bolsa me senti uma péssima mãe.

Outro episódio horrivel foi quando não sabia que o que eu comia passava para o leite, o pediatra dela só me disse para eu não comer alho, cebola e gengibre.

Lá fui eu comer arroz, feijão, couve, linguiça com uma coca-zero. Gente, se ela tinha cólica com horário marcado aquele dia foi o dia inteiro. Jesus! Se eu fiquei com gazes imagine ela!

Então, dica de mãe para mãe, cuidado com o que você come quando está amamentando!

No blog já tivemos o relato de outra mãe sobre cólica, o post da nossa colunista Juliana Brandileone Bem vindo ao mundo das cólicas, mostra de forma divertida como lidar com essa bandida da cólica.

Ah e sempre vai ter aquela mãe que vai te falar meu filho não teve cólicas… Sorte a dela!!!

Espero ajudar!

Fonte: SBP

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ALIMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS 2 ANOS DE VIDA – Por Miriam Duarte Barros

11824988_852551068165333_1869933040519256225_nO leite materno é o melhor alimento para o RN nos primeiros 6 meses de vida, e deve permanecer até os 2 anos de idade.O leite materno tem um conjunto de nutrientes e substâncias protetoras que diminuem o risco de infecções e alergias, contribuindo para o bom desenvolvimento do sistema imunológico e maturação do sistema digestório.

O leite materno está  diretamente influenciado com a dieta da mãe, principalmente quando nos referimos na quantidade  e qualidade dos lipídeos do leite materno, formando uma gordura de boa qualidade como o DHA. Este  é um nutriente importante para o desenvolvimento cerebral, da retina e do sistema imunológico. O consumo de peixes (assados e grelhados ricos em  ômega3) pela mãe, pode contribuir para o aumento do mesmo no leite materno.

A partir do sexto mês de vida iniciamos com frutas, legumes e tubérculos de consistência pastosa, podendo ser amassados (evite liquidificá-los).

Aos poucos as leguminosas (feijões, lentilha, ervilha…), carnes (boi, frango e peixe) vão sendo introduzidas na alimentação.

No oitavo mês os alimentos passam de amassados para desfiados e picados em pedaços pequenos.

No décimo mês a consistência muda para alimentos granulosos

Quando a criança completa 1 ano a alimentação da mesma já está parecida com a da família, e devemos dar continuidade até os 2 anos de vida; lembrando que devemos evitar os alimentos industrializados para manter uma alimentação saudável.

Imagem: Google

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Dra. Miriam Duarte Barros : Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, Especialista em Nutrição Clínica pelo GANEP e Tutora do Método Canguru pelo Ministério da Saúde, Nutricionista da Secretaria do Estado da Saúde de Sergipe lotada na Maternidade de Alto risco Nossa Senhora de Lourdes.

Contato: miriam@oncohematos.com.br – Tel (79) 3224-7214 – Aracajú – SE

Mãe em ação da semana: Laís Mendonça – Como voltar a estudar depois de ter um bebê?

Laís Mendonça, mãe do Kauã
A mãe dessa semana é a Laís Mendonça, mãe do Kauan, de 1 ano e 2 meses, como já contei a vocês eu participo de vários grupos, e leio as histórias das mamães membros deles, e algumas histórias me chamam a atenção pelo fato de eu não as ver sendo abordadas em outros lugares. A história da Laís me chamou a atenção, não por conta dela ter sido mãe adolescente, nem pelas intercorrências da gravidez dela, mas sim pelo fato de como é difícil voltar a estudar com filho pequeno. Como é uma batalha diária para nós mães ficar longe dos nossos filhos, tanto para trabalhar como para estudar, e em alguns casos trabalhar e estudar, é sempre bem dolorido. Só com muita força de vontade, apoio da família e determinação isso é possível. A Laís continua estudando e se Deus quiser conseguirá fazer a tão sonhada faculdade.
***
Vou contar um pouco da minha história . Engravidei aos 14 anos, eu estava namorando há 3  meses, e um dia comecei a sentir dores de cabeça, resolvi comprar um teste da farmácia, porém ele deu negativo, só aquele teste não foi suficiente para mim, eu sentia que eu estava grávida, então fiz mais um deu negativo, então, foi quando a minha avó decidiu que eu deveria fazer o exame de sangue, fui tremendo fazer. A tarde já estaria pronto! Foi a tarde mais longa da minha vida, de muita ansiedade.
Como meu marido tinha ido trabalhar, uma amiga foi comigo buscar o exame, eu estava muito nervosa.
Quando peguei o exame, pensei, aqui estará a confirmação! No momento em que eu abri o resultado do exame eu estava no meio da rua, não aguentei esperar. Lá estava meu positivo, naquele exato momento, olhei a minha amiga chorei e ri ao mesmo tempo de alegria. Ela me disse deu positivo… Choramos juntas, foi um momento perfeito de alegria misturado com medo, mas chegando em casa minha mãe me disse se você está grávida quer dizer que vou ser ser vovó?  Ela ficou muito feliz, não aguentei de ansiedade, liguei para o meu marido e disse: Amor, você vai ser papai,  eu só ouvi ele chorando pelo telefone.
Só que tinha um problema, eu estava morrendo de medo de contar para o meu pai, então quem contou foi minha mãe. Ela disse a ele: Amor, você vai ser vovô.. Naquele mesmo instante, eu vi a cara dele bem nervosa olhando para mim, ele não disse nada, saiu da sala bem nervoso. Aquilo me magoou muito. Ficamos 2 dias sem nos falar. Ele me olhava só de cara feia, até que eu cheguei nele e disse: Pai você vai ser avô. Não está feliz? Ele disse: Filha, eu queria que você tivesse um futuro, terminasse de estudar, antes de engravidar, mas se você engravidou, seu filho será muito bem vindo e amado. Fiquei super feliz, tive apoio da minha família toda e dos meus amigos.
Logo minha barriga foi crescendo, ele começou a chutar,  não parava um segundo até que com 6 meses a minha gestação foi ficando complicado, um dia quando estava andando na rua,  senti as primeiras contrações, dores fortes demais , então decidi ir ao médico e meu líquido não para de sair, uma água branca, sem cheiro, a cada 2 minuto eu  ia ao banheiro. Fiz exame de toque e deu um dedo de dilatação, então tomei soro voltei em casa e fiquei a tarde toda dormindo. À noite voltou a sair mais líquido e fui ao pronto socorro, fiz de novo o exame de toque, e o médico do pronto socorro me disse para eu ir ao meu médico e fazer um ultrassom, a minha avó ficou tão nervosa, que fomos a uma unidade particular e  pagamos 200 reias para chamar um GO, e ele disse que não podia fazer nada, que o bebê estava encaixado, e o líquido estava alto, ele recomendou repouso absoluto e aguentei até 39 semanas 2 dias. 
No dia 16 de junho de 2014 foi dia da consulta, minha pressão estava 16, ela não parava de subir, então médico ligou na emergência e desmarcou todas as cirurgias para fazer meu parto, só que na hora eu estava tão nervosa que a ficha não caiu , eu perguntei ao médico vai ser hoje doutor? E ele disse sim, vá buscar suas coisas, o seu bebê vai nascer.  Será um parto de urgência por causa da sua pressão, o bebê corre risco de vida.
Liguei para meu marido e disse amor hoje nosso anjinho está vindo ao mundo, ele não acreditou,  eu disse venha logo porque será uma cesárea de urgência. Ele logo chegou junto com a minha mãe, meu irmão e minha melhor amiga, todos ansiosos. Me preparei para o parto enquanto a  minha família entrou na igrejinha do hospital, eles pediram a Deus que iluminasse meu parto.
Graças a Deus ocorreu tudo bem, minha mãe estava ao meu lado naquele momento único e perfeito, a hora que ouvi ele chorando meus olhos se encheram de lágrimas,  abri  um sorriso e agradeci a Deus por nos salvar e ter ocorrido tudo perfeito. Naquele momento único onde mãe e filho tem seu primeiro toque, beijei ele  na testa, foi incrível emocionante , mais nossa luta não tinha acabo teria muitas pela frente e meu Amorzinho não pegava meu peito, porque não tinha bico e a enfermeira não dizia nada, ele pegava tudo errado, machucou meus seios eu dava de mamar gritando de dor até que no dia seguinte ele pegou o meu peito, mas eu não tinha muito leite, ele mamava dia todo e chorava.
As enfermeiras diziam que ele tinha que mamar  e que nos primeiros dias ainda não era o leite,  e meu Amorzinho saiu da maternidade pensando só 2 kg 300 ele nasceu com 3kg 565 e 47 cm, isso já estava me deixando super triste no dia segguinte sai do hospital. Em casa meu filho chorava até ficar vermelho e fiquei preocupada e levei ele no hospital pensando que era cólica, meu anjinho estava com chupeta na boca mais parecia estava morrendo de fome e o médico quis vê como estava leite até que ele aperto o peito infelizmente saiu um pingo de leite nada mais que isso, então o médico me disse: mãe isso não é cólica é fome, seu leite não está sendo suficiente. Ele me orientou a dar mamadeira e  ele mamou sua primeira mamadeira com 4 dia de vida, mais mesmo assim dava peito ele fez peito de chupeta e ficava a noite toda grudado no peito. Então, minha mãe me disse tira ele do peito que ele só tava fazendo de chupeta, não sai nada mesmo, mais tinha um pouco, e assim que tirei ele do peito meu leite secou.
Só que para mim, meu sonho era dar o peito, eu queria muito mais não tive essa sorte e logo tive que acostumar com isso, me sentia menos mãe, entrei leve depressão, que mistura várias coisas, mais graça a deus conseguir vencer depressão porque eu tinha um anjinho para amar, cuidar e proteger, meu ajinho fica muito doente, vive com gripe forte , quando ele fez 11 vezes foi mês mais difcil e complicado fico 1 mês inteiro doente tomando antibiótico nada de ficar bem, e ainda para ajudar ele teve uma diarréia forte, não comia, não bebida leite, nem agua até que deu desidratação e foi internado. Nossa!!! Foi o pior dia da minha vida, ver meu bebê tomando soro na veia chorando, e eu  não podendo fazer nada, só sendo forte para cuidar dele.
Ele foi internado 1 semana antes da festa de 1 ano, eu  estava morrendo de medo do meu Amorzinho não melhorar, mais uma noite no hospital a carinha dele mudou graça a Deus, mas a noite que ele melhorou  foi muito dificil, o tubo que leva soro até ele estourou, ele estava perdendo sangue, fui atrás de enfemeira, não achei nos ninguém, quando eu estava  estava voltando para o quarto desesperada, gritei e  um homem estava cuidando do Pai que estáva internado veio me ajudar, eu falei moço me ajuda meu filho esta perdendo sague, ele começo gritar meio do corredor até que apareceu faxineira que foi correndo chamar a enfemeira, Graça a Deus ele não perdeu muito sangue, depois de tudo isso, ele teve alta.
Depois de ficar internado, chegou a festa de 1 aninho, foi tão lindo tão perfeito, cada pessoa veio comemorar primeiro aninho do meu amor, na hora do parabéns eu chorei muito lembrei tudo que vivemos tudo que vencemos mais importante de tudo isso que vencemos junto, com o apoio da minha família,  se não fossem eles eu não sei que seria de mim e do meu filho.
Para mim un dos momentos mais difíceis além da internação foi quando meu filho fez 4 meses e eu  tive que voltar a estudar, só que era tudo complicado pois meu marido trabalhava, minha mãe trabalhava, era muito cedo para colocá-lo na creche,  minha cunhada resolveu me ajudar a cuidar dele, só que ela não tinha muita experiência, no começo ele não ficava sem mim,  ela tinha que ficar levando ele toda hora na ele para mim, então eu resolvi parar de estudar, só que a diretora da escola ligou para minha casa, falando que como eu sou menor de idade, o Conselho Tutelar iria até minha casa seu eu não voltasse a estudar, então, eu e a minha mãe conversamos com a diretora da escola e ficou definido que eu ficaria em casa fazendo trabalhos escolares, e assim fiquei o ano passado inteiro.
Só que esse ano voltei a estudar no período da manhã,  mais eu não ia muito para escola, faltava muito porque meu filho ia dormir por volta da 1 h da manhã,  com isso,  eu não conseguia levantar cedo e a tarde ele não dormia, eu também não dormia, então não estava aguentando, então decidi trocar de escola e estudar a noite. Com essa mudança, agora minha mãe fica com ele a noite para eu estudar e Graças a Deus não precisei parar de estudar, faltam ainda 2 anos, mas quando eu acabar o ensino médio, vou fazer minha faculdade.
Esse foi resumo da minha história após ser mãe, eu  digo com todas as letras foi a melhor escolha que fiz em minha vida, sendo mãe tão jovem fez com que eu crescesse e amadurecesse muito rápido, sou muito grata ao meu filho que  meu mostrou o lado mais lindo da vida, que é o  amor mais forte e verdadeiro que é o de uma mãe e seu filho. 

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Primeira Semana em casa – Por Juliana Brandileone

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Começamos essa semana com a nossa nova colunista Juliana Brandileone,  após a boa repercussão de seu texto da semana passada em nosso blog, iniciamos a partir de hoje a nossa parceria com ela onde ela contará suas experiências como mãe em nosso blog, de forma divertida e única, ao ler as histórias da Juliana, podemos nos identificar com quase todas elas.
Espero que gostem de nossa nova colunista.
***
Conforme havia dito no post anterior, e dada a largada para a missão mãe, vou compartilhar a minha, vejam, A MINHA estória sobre a primeira semana como mãe e qualquer semelhança será mera coincidência!
Pronto…
Recolhidas 915 tralhas bolsas e bolsinhas que levei para a maternidade e mais os presentes ganhos, quando olha tudo aquilo você se depara com uma realidade: nunca mais a partir de hoje sairei eu e minha bolsa de casa…. será sempre um evento!
Vamos para o carro… bebê conforto ajeitado e Guigui acomodado nele!
Eu, muiiiiito juvenil e marinheira de primeira viagem saquei a chupeta em formato de bola de basquete e coloquei na boca do filhote… e Vupt… sugou de primeira! A enfermeira tomou o maior susto mas elogiou pois tem bebês que demoram um certo tempo para pegarem a chupeta, outros nem pegam! Mas… cada caso um caso!
Pegando elevador, a enfermeira diz que ela que tem que dar a saída do bebê com a segurança do hospital para prevenção de qualquer transtorno (achei digno com tanto maluco que tem solto por aí).
Cadeirinha no carro! (dica… saiam de casa com a cadeirinha já colocada para não apanharem como apanhamos para prender o raio da cadeirinha no banco.)
Indo pra casa… no banco de trás para ficar mais pertinho daquele ser tão indefeso que consegue me desmontar com um choro e, agradecendo muito ao cuidado prestado as nossas ruas em relação a todos os 592 buracos encontrados no caminho do curto percurso até nossa casa!
Chegamos!
Parecia que eu estava carregando um troféu nas mãos! E estava… Ainda na sala escuto um barulho vindo das fraldas… lá vou eu para meu primeiro cocô! Eu…eu mesma e a fralda.
Gente… numa boa… ninguém me disse que o que eu encontraria dentro daquela indefesa fralda seria algo não parecido com cocô mas muito próximo a uma geléia de ameixa… caracas… o mecônio, uma substância viscosa, preta ou esverdeada que foi se acumulando no intestino dele durante a gravidez.
Ninguém me disse mas por ter lido num aplicativo fui apresentada ao mecônio… sim “ele é feito de bile, muco, células da parede do intestino, secreções e líquido amniótico. Não é lá muito bonito, mas sua presença é um sinal de que o intestino do bebê está funcionando como deveria.”
Ótimo.
Sabe quando você olha e faz cara de ué? … Então, foi minha cara…rs. Quanto mais limpava, mais espalhava…
Aprendi que se limpava o bebê com algodão e água morna… show! Mas não é em todo lugar que você vai que encontrar água morna e muito menos vai viver carregando uma garrafa térmica parecendo a tia que vende café no ponto de ônibus na madrugada! Usei o algodão…sim, mas confesso que por pouco tempo e hoje agradeço a nossa senhora do lencinho umedecido!
Etapa limpa cocô concluída com êxito!
Fase 2: colocar o bebê para mamar…
Alguns acertos e diversos erros e só Jesus na causa!!
Um seio gigante e a meu ver explodindo de leite… me falaram sobre a livre demanda então chorou mamou… lá vamos nós! Aff minhas amigas… aquilo doía….como aquilo doía… repetia diversas vezes mentalmente…eu te amo, eu te amo…eu te amo sem parar… sentindo muita dor mas muito amor… Às vezes tinha a nítida impressão que quando tirasse o Gui do peito o bico do mamilo viria junto….
Genteeeee… e homem ainda reclama de proctologista e chute no saco… pelamorrr! Vem ser mãe pra ver… Achei que estava arrasando com aquela peitaria toda… trocava de peito a cada mamada, mas sempre tem um mamilo que fica pior! Haja lanolina!!!
Ele continuava a sugar que nem um maluco e caía num sono profundo…. acabado de tanto mamar!
No 5° dia mais ou menos… ele começa a pegar meu peito irritado… Quando consegue pegar como ele quer “mama” e dorme cansado…
De repente um som veio da barriga e um choro… burrrrrrrrrr! Pensei…putz a danada da cólica!!! tadinhooooo… (preparam tanto a gente pra essa maldita cólica que você pensa só nisso… dia e noite esperando ela chegar!)
Choro e mais choro… Irritação e muito, mas muito colo para tentar acalmar a fera.
Bolsa térmica… massagem na barriguinha e mais tudo aquilo que todos dizem pra fazer!
Enfim, nada acalmava… mais peito, sugadas, naninha… barulho na barriga e choro! Liguei para o pediatra (que já tinha escolhido antes mesmo de nascer) e disse que só poderia ser cólica pois mamava demais e dormia…
Recomendação: mãe… muito cedo para ter cólicas… maaaaassss tente a bolsa de água quente e se não melhorar luftal… ufa… Tô salva!!
Coloquei a bolsa acalmou um pouco… Logo veio o som junto com mais irritação.
Dei o luftal e o cara chupou a seringa como a última sombra do deserto… Tadinho pensava eu… Se acabando em cólicas…
Dia seguinte chegou e o choro só aumentava… pegava meu peito irritado… Eu apertava o meu seio e saía leite… juro!! Mas mãe júnior que era, não entendi que aquilo poderia não ser suficiente para ele.
Resumo… liguei de novo para o pediatra e aos prantos pedi socorro…
Ele, um cara das antigas e meu pediatra de infância. Ele vira pra mim e diz… Ju, faz um teste… coloca 10 ou 20 ml de água mineral numa chuquinha e da pra ele… Se ele sugar, é fome!
Gente… meu mundo caiu e pensei com desdém: esse doido não sabe o que diz! Mas como mãe desesperada de primeira viagem, respeitei a hierarquia.
Fiz o procedimento… e pá!
Juro que a força que ele segurou a mamadeira com as duas mãos foi incrível… sugou… e muito!! O jeito que ele me olhou foi de “até que enfim mãe!!”
Caí no choro… me senti um nadaaaa! Eu não era suficiente pra ele… Que droga de mãe com um seio de 3 kg não conseguia matar a fome de um ser de 3,5 kg… Em meio a minha frustração e muitas lágrimas, liguei pro pediatra de novo e digo: mamou!
Ouço a voz dele no telefone… “Ju, vai para uma farmácia que o que seu filho tem é fome… ele não pode ter cólica se o que ele tem é fome….. aquilo que você não faz, a Danone e a Nestlé fazem há mais de 40 anos…” Quis morrer! Olhei para o meu marido e recebi o olhar mais confortante e de apoio que precisava. Ele me disse já volto. E foi!
Naquele dia ele mamou com satisfação. Depois da mamada o soninho e não ouvi mais o barulho… ele ficou tranquilo… mas eu in-con-for-ma-da!
Dia seguinte ligo pra GO e ela me manda colocar oxitocina 5 minutos antes de amamentar para descer mais leite…
Tentei… Não desisti fácil. Ele sugava o peito e em 5 minutos introduzia a mamadeira. Me sentia mal por isso! Sabia que era pro bem dele…
Meu marido… um anjo amigo, foi atrás da bombinha de ordenha. Voltou para casa com ela… Pensei: agora vai!
Fiz a ordenha, transformando o meu peito num ubre e em 10 minutos, nem 5 ml.
Coloquei o spray no nariz… Esperei 5 minutos e comecei de novo… nada além do que tinha conseguido… Pensei comigo, amanhã um novo dia …uma nova chance!
Tudo se repetiu e até sangue do peito saiu… aí vinham aquelas vozes de amigas… parentes e desconhecidos…
Aiiii insiste… procura isso… procura até quilo… faz assim faz assado, mas juro… isso só me deixava pior. (Por experiência própria… Quando você escuta todo mundo e da certo ótimo…mas quando falam muitooo na tentativa de te estimular e não dá certo, a frustração é grande. Parece que deu certo com todo mundo, menos com você!)
Era um misto de sentimentos…
queria parar de sentir, ainda que com dor, ele mamando em mim… esse momento é mágico, indescritível …
Não tem explicação que consiga definir essa relação mãe bebê.
Ao mesmo tempo, que raio de mãe era eu que por meu melindre deixaria meu filho passar fome? Turbilhão de emoções. Em uma semana mudei meu jeito de agir e pensar pela primeira vez. Entendi que ser mãe e fazer o bem para meu filho estava além do processo de amamentação.
Parei de me martirizar e descobri que tem um mundo de outras coisas que fazemos por eles que são tão ou mais importantes quanto amamentar…
Não, eu não sou menos mãe que aquelas que deram peito. Também não sou mais.
Sou apenas a mãe que deixou de lado a sua vontade de amamentar para dar ao seu filho o que ele precisava sem perder tempo.
Sou a mãe que olhou para as necessidades antes de qualquer coisa…
Sou a mãe que naquele momento estava em paz por ter alimentado seu filho, independente da forma, mas fazendo o que muitas mães país a fora se quer tem a mínima possibilidade. Sou a mãe que entendeu que aquele pequeno ser dependia de mim para viver…
Sou a mãe que, como você, seria capaz de tudo para ver saudável aquele que veio ao mundo através de si.
Para todas as mães que conseguiram amamentar seus filhos eu fico feliz e sei que a estória de vocês é bem diferente da minha, mas digo…
Se um dia eu tiver o segundo filho, não exitarei fazer tudo outra vez. Seja para dar certo ou errado, não importa… serei a mesma mãe de peito e braços abertos, disposta a proporcionar o que meu organismo permitir a meu filho ou então repetir minha estória, mas nunca sem enxergar em tudo o amor!
Que este texto te faça bem se vive passou ou passa pelo mesmo que eu. Se você não passou, entenda o sentimento que passa na nossa cabeça…
Agora meninas, foi dada a largada para a missão cólicas, leites diversos e baladas noturnas!
Fica para semana que vem! Beijocas…