Iêmen: a guerra velada que levou a óbito mais de 85 mil crianças de fome

Vocês como eu devem estar pensando. OK , por que falar sobre o Iêmen? Eu nem sei onde esse país fica? Mas precisamos falar sobre isso.

Iemem é um país localizado perto da Península Arábica, um país muito pobre que desde 2014, vive sobre um conflito interno bem complicado.

Decorrente desse conflito, segundo a ONU, 14 milhões de pessoas estão sendo atingidas pela fome. Destas pessoas, perto de 85 mil crianças já vieram a óbito de fome no período compreendido entre abril de 2015 e outubro de 2018. Essa estimativa é da ONG inglesa Save the Children

Vamos entender por que:

2014:

Julho: os rebeldes (huthis) que se opõem ao governo há uma década, atacaram Sada (norte). Com o apoio do Irã, que diz que não houve apoio militar por parte deles.

Setembro: os rebeldes, aliados a apoiadores do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, invadem Sanaa. Depois do combate, se apossam da sede do governo e da rádio estatal.

Outubro:  O huhis se apoderam do porto de Hodeida (oeste), no Mar Vermelho, e seguem para o centro.

2015:

Janeiro:  após novos combates, os huthis tomam o Palácio Presidencial em Sanaa e cercam a residência do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, que foge para Áden (sul).

Março: uma união de vários países árabes, chefiada pela Arábia Saudita, país  com fronteira com o Iêmen, lança uma operação aérea para combater o avanço dos rebeldes para o sul. O presidente agora se refugia em Riad.

Agosto:  as forças leais completam retomam cinco províncias do sul, mas têm dificuldades em assegurá-las ante a presença de jihadistas, como a rede Al Qaeda e o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Outubro: Os aliados ao governo recuperam o estreito de Bab al Mandeb, local onde é muito importante para o tráfico marítimo mundial com o apoio da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Kuait, Egito, Jordânia, Senegal, Marrocos, Sudão e Qatar .

2017

Agosto:  a direção dos huthis qualifica de “traidor” o ex-presidente Saleh, que os tinha tratado de “milicianos”. A crise degenera em Sanaa, com combates violentos entre aliados.

Dezembro: Saleh é assassinado pelos rebeldes, que reforçam seu controle da capital.

Novembro: os rebeldes intensificam o lançamento de mísseis contra a Arábia Saudita, que acusa o Irã de proporcionar-lhes este tipo de armamento. Os iranianos negam.

2018:

Setembro: as tratativas em relação a par lideradas pela ONU, não prosperam  visto que os rebeldes não comparecem.

As forças pró-governamentais e a união  árabe anuncia a retomada da ofensiva para expulsar os rebeldes de Hoideida, ponto de entrada essencial para a ajuda humanitária ao país. Mais lutas ocorrem morrendo mais de 600 pessoas de ambos os lados.

Outubro: os Estados Unidos intervém e solicita que  a guerra termine.

Novembro: Incia-se as tratativas pela paz, liderada por Martin Griffiths , representante da ONU.

Dezembro: Esperamos que esse conflito termine o mais rápido possível para que as pessoas possam retomar suas vidas e não morram mais de fome. Que as crianças possa vivem em paz ao lado de suas famílias.

 

Fonte: http://www.uol.com.br 

Imagem: Imagem: Tyler Hicks/The New York Times.

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