Especialistas contraindicam que mães grávidas comam o resto de comida dos filhos. Entenda o porquê.

Comer as sobras dos filhos é parte da rotina de muitos pais. Afinal, com o dia a dia, tudo com pressa, às vezes os pais não conseguem fazer o seu prato, fora que desperdiçar comida é coisa séria.

Contudo, especialistas da Universidade de St. George, em Londres, contraindicam o hábito, pelo menos quando a mãe em questão está grávida. Isso porque há risco de  transmissão do citomegalovírus (CMV), perigoso para o feto e contra o qual ainda não há vacina, nem tratamento.

O estudo lançado recentemente pelos especialistas da universidade busca a conscientização das mães sobre os perigos desse vírus, que é transmitido da mãe para o bebê no útero e pode representar risco de microcefalia, hidrocefalia, paralisia cerebral, surdez e atraso no desenvolvimento. Muito comum entre crianças pequenas, principalmente aquelas que frequentam creches, o CMV pode ser transmitido para a mãe pela saliva, sangue, urina e outros fluídos corporais.

“Desaconselhamos gestantes a compartilhar comida com seus filhos, o que é muito comum entre os pais. Também não beijem seus filhos diretamente na boca, beije-os na testa”, pede a líder do projeto, Chrissie Jones. A higiene das mãos após a troca de fraldas também foi defendida como crucial, assim como evitar limpar com saliva a chupeta de um bebê.Waldemar Carvalho, ginecologista e obstetra, especialista em infecções em reprodução humana do Instituto Ideia Fértil (SP), explica que a principal dificuldade em conter a transmissão desse vírus é que seus sintomas passam despercebidos e as mães podem nem saber que seu filho está infectado. “Em crianças e adultos com uma imunidade normal, o citomegalovírus pode passar batido, sem nenhum sintoma, ou assemelhar-se a um quadro viral leve, com alguma coriza e, raramente, uma febre”, afirma.

Apesar de pouco divulgado, o citomegalovírus é um velho conhecido da comunidade médica e, por representar riscos graves ao feto, um teste para o vírus é exigido como parte do pré-natal aqui no Brasil. Porém, se a mãe já teve contato com o CVM, um exame pode identificar isso, e ela poderá ficar despreocupada durante a sua gravidez.

Fonte: Revista Crescer
Imagem: WordPress Free

 

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