O que é o Movimento antivacinas? Por que esse movimento está trazendo de volta uma doença fatal que já estava erradicada no país

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O movimento antivacina , conhecido também como anti-imunização é uma ideia que cresce a nivel mundical, especialmente na Europa e América do Norte. Prova disso é o surto de sarampo que aconteceu na Itália, com mais de 4.000 casos, em agosto de 2016.

A doença, que matava mais de 2 milhões de crianças por ano no mundo na década de 1990, foi erradicada no Brasil em 2001.

O Brasil, em 2016, recebeu da Opas (Organização Panamericana de Saúde) o certificado da eliminação do sarampo, como também da rubéola.  Por aqui, o movimento ainda é fraco, mas começa a ganhar adeptos.

Em vários grupos de mães há pessoas que defendem a não vacinação de crianças, inclusive fazedoras de opinião e fazem apologia a isso, o que é muito preocupante. Principalmente, pelo fato dessas doenças já terem levado algumas pessoas a óbito neste ano.

Na Europa, precisamente na  Romênia foi registrado, nos últimos meses, mais de 8 mil casos de sarampo, o que significa o maior reaparecimento dessa doença nas últimas décadas. Os especialistas atribuem o fenômeno à falta de investimento governamental em prevenção e ao movimento antivacinas, que está se expandindo pelo mundo inteiro. Além disso, eles ressaltam que uma grande quantidade dos infectados teve que ser hospitalizada e que 32 casos foram fatais.

No primeiro mundo, é cada vez maior o número de famílias que decide não vacinar seus filhos. Essa tendência está causando o reaparecimento de doenças praticamente extintas, como a rubéola e o sarampo.

Aqueles que se opõem à vacinação obrigatória alegam que a imunização possui um risco alto de efeitos secundários associados e que não existem pesquisas científicas independentes capazes de provar a segurança desse método de prevenção. A comunidade científica aponta que essas crenças estão baseadas em teorias falsas e que é necessário conscientizar a população sobre a importância de vacinar todas as crianças para evitar outros casos fatais.

Qual a origem desse movimento anti-imunização?

Este movimento antivacinas começou com força total nos EUA em 1988, quando uma revista científica de prestígio publicou um estudo que relacionava o autismo com as vacinas, investigação que foi desacreditada em múltiplas ocasiões por toda a comunidade científica. Os movimentos alegam que a imunização possui um risco alto de efeitos secundários associados e que não existem pesquisas científicas independentes capazes de provar a segurança desta prevenção.

Com isso, inúmeros países do primeiro mundo, registram cada vez maior o número de famílias que decide não vacinar seus filhos. Essa tendência está causando o reaparecimento de doenças praticamente extintas, como a rubéola e o Sarampo.

Nos EUA as autoridades de saúde têm um problema com as famílias que se recusam a vacinar seus filhos. O sarampo foi declarado erradicado em 2000, entretanto em 2014 surgiram 23 surtos com 668 infectados e 50 mortes. Apesar disso, o próprio presidente da nação Donald Trump protege e apoia os pais que se recusam a vacinar seus filhos, dando crédito ao movimento em várias ocasiões.

Fonte: Globo.com

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