NÃO HÁ VAGAS: para mães com filhos – a dura realidade das mães brasileiras

Por Leticia Lefevre

Para você que pretende engravidar, para você que está grávida, para você com filhos pequenos, esse texto é para você.

Não é novidade, para as mulheres, a diferença que há entre elas e os homens no mercado de trabalho. Principalmente, na hora da contratação. Quando as mulheres atingem por volta de 35 anos, ou sem filhos ou com filhos pequenos, a porta do mercado de trabalho se fecha para elas.

A grande parte das empresas se diz inclusiva, que “aceitam” mulheres  com filhos” isso é  MENTIRA , pouquíssimas empresa optam por esse perfil em suas contratações: mulheres com filhos, se pequenos as contratações se afunilam e tem casos que são ainda piores, mães com filhos especiais, que são obrigadas a ouvir: “seu filho é doentinho né, você terá que faltar bastante ao trabalho“.

Alguns dias após os dias das mães é possível ver esse post nas redes sociais, onde é claro e expresso que não serão aceitas mulheres com filhos ou filhos pequenos para as vagas disponíveis.

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Talvez, esses recrutadores se esquecem que eles vieram de uma mãe, de uma mãe que talvez tenha feito muitos sacrifícios para criá-los, parece que quando estão no poder de um processo seletivo perdem a memória.

Mas vale lembrá-los, que mulheres com filhos são aquelas que darão o melhor de si para manterem-se no emprego, pois precisam dele, mulheres com filhos são aquelas que arrumam uma maneira para que seus filhos tenham os cuidados devidos, quando estão trabalhando, para poderem ter tranquilidade na hora de trabalharem e renderem mais, mulheres com filhos  são aquelas que perdem as apresentações escolares e jogos dos filhos, consultas médicas para não faltar na empresa, mesmo a lei permitindo.

E mulheres com filhos pequenos são aquelas aquelas que não dormem por dias, as vezes vão cheirando a vômito, com cocô debaixo das unhas, mas sempre com um sorriso no rosto.

Sabe o que é o pior? É ver que grande parte dos recrutadores são mulheres, a maioria sem filhos, que falam que imaginam como deve ser, mas não têm a mínima idéia do que é um ter filho.

Os lugares onde você menos imagina são hostis com elas, parece que ser mãe é doença. Por isso, muitas das mulheres optam em não retornar ao mercado de trabalho após terem seus filhos, e até emendam um filho no outro e só retornam quando eles estão grandes.

Outras optam por empreender como forma de ter uma renda extra, pois não estão dispostas a passar por momentos desagradáveis, quando por exemplo precisa levar o filho ao médico e não é permitido, porque de acordo com a lei, só é permitida uma vez ao mês, se passar disso não pode.

Claro, não podemos nos esquecer das empresas “humanas” que permitem as mães levarem suas crianças quando elas estão doentes, que permitem as mães sairem do expediente para cuidar de seus filhos quando necessário, que reduzem a jornada de trabalho das mães para ajudá-las a estabelecer sua rotina, que permite home office, em determinados casos.  Parece mentira que isso existe, mas existe. Essas mães dão seu sangue pela empresa que estão,  quando é necessário ficar mais tarde,  ficam e ficam felizes, se precisam viajar, se organizam e vão. Porque a vida é uma via de mão dupla. Onde se dá e se recebe.

Tomara que um dia, as mães com filhos pequenos ou não, especiais ou não, não precisem mais passar por isso. Que elas possam escolher o melhor emprego e não ter que aceitar qualquer coisa para “não sair do mercado de trabalho”.

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