Mães em ação da semana: Juliana Brandileone: Vale a pena mudar a forma de trabalhar para ficar mais tempo com seu filho?

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A mãe dessa semana conheci em um grupo de mães que participo, quando li o depoimento da Juliana Brandileone, mãe do Guilherme, esposa do Raphael, comecei a chorar, porque não tive condições de parar de trabalhar, mas admiro a coragem dela. Fiz muitas das coisas que ela fez, ser mãe não é fácil. O legal que ela teve a idéia empreendedora de trabalhar com semi-jóias e se Deus quiser dará certo, nós do “Mães em ação” estamos torcendo por ela. Essa semana vocês poderão conferir a história de coragem dela!

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Estudei… me formei e me dediquei a minha profissão de formação durante 17 anos. Tive oportunidades maravilhosas e muitas decepções e isso nunca foi motivo de parar… a cada oportunidade um novo fôlego e a cada decepção mais força pra fazer ainda melhor…
Em 2013 ganhei o maior presente da minha vida… o Guilherme me escolheu para ser mãe dele. Sem palavras…
Muitas perguntas do tipo: você não vão parar de trabalhar né? Não jogue seu diploma no lixo para ser só mãe! Olha… Você pode se arrepender… e por aí vai.
Pois bem, fiquei 1 ano e alguns meses sendo mãe, esposa e dona de casa.
Bico… alguns dizem.
Eu afirmo: NÃO É! Todas essas funções citadas acima não tem estágio… professor… etc… o que existe é a convivência diária, a descoberta, o erro e o acerto.
Já guardei telefone na geladeira, dormi sem banho, fiquei semanas sem fazer as unhas e com o cabelo perfil gamba (não em cheiro mas em cor… escuro com uma faixa branca no meio…um horror).
Já errei pra lavar roupa… Já esqueci roupa na máquina e tive que lavar de novo… mas ainda não matei minhas orquídeas que ganho em cada data especial do meu amor.
Nunca mais sai de casa só com a minha bolsa… Agora levo um verdadeiro arsenal… nas bolsas que carrego tem do alfinete ao foguete e não nego… preciso de todos os itens que tem lá. Senão hoje… possivelmente amanhã. Meu filho pode passar frio, calor, se molhar, sentir fome, sede, se machucar… enfim, tudo!
Minha casa ganhou vida… tem brinquedos espalhados por todos os lados. A gente tenta recolher mas dura pouco. Já escorreguei no carrinho, já chutei caminhão e dei banho em todos os ursos…
Na hora de trocar fralda… aff. Já experimentei a sensação do cara não parar de se mexer para trocar e visualizar uma fralda voando em vários 360 cheia de cocô até cair no chão e fazer prevalecer a lei de Murphy… porém no meu caso não era manteiga.
Já aspirei tapete e em 5 minutos as bolachas que estavam na mão do pequeno se jogaram imediatamente no chão e saíram em uma luta desleal até deixarem um ao outro em migalhas… sim isso desanima!
Já dei miojo (me julguem… mas incrementei com ovo, requeijão e queijo e comi tambem) porque não tive tempo e nem cabeça para mais um cardápio cheio de vitaminas maravilhosas e suculentas… em compensação criei pratos pra lá de masterchef!
Enfim… isso tudo tomava meu dia de uma forma que chegava a ir dormir com espasmos durante o sono mal dormido esperando o próximo choro.
De repente… passados 1 ano e 6 meses… senti de novo a vontade de trabalhar com pessoas… para pessoas… com pessoas enfim, me sentir além de tudo isso aí que disse acima. Vontade de estar viva e de conquistar.
Voltar ao mercado de trabalho?
Parei e pensei…
Logística de colocar filho na escola e sair correndo de reunião para buscar senão escola fecha (agora ainda mais com o projeto decolar.Haddad pelas ruas de SP), bater de porta em porta com 39 anos nas costas implorando por uma vaga, assumir cargos que me pagam talvez o mesmo que a escola e a gasolina iriam me custar para estar longe do meu filho, trabalhar longe de casa tendo que ter diariamente um plano de fuga caso tenha alguma ocorrência, enfim… Parabéns às mães que continuam nessa luta.
Mesmo não querendo nada disso aí em cima, precisava fazer alguma coisa… Meu marido nunca me negou um centavo mas tem horas que a gente se sente um peso. Queria voltar a ser útil… arejar a cabeça e depois de muito pensar conversei com Deus e pedi um caminho que me atendesse e não me desviasse daquilo que eu me propunha a fazer como mãe e esposa.
Foi nesse momento que apareceu a oportunidade de trabalhar com semijoias.
Diferente do que muitos pensam… NÃO É SIMPLES.
Não deixei de fazer nada na minha vida… inclui comprar peças, descobrir fornecedores, idas e vindas de correio, atendimentos via whatsapp, telefone, messenger, face e à domicílio…Às vezes todos juntos e misturados…
Alimento uma página diariamente com novidades e para isso deixo algumas coisas para traz e até mesmo horas de sono para fotografar o maior detalhe de cada peça para encantar minhas clientes.
Hoje, passados 7 meses da minha decisão eu posso dizer… NÃO ME ARREPENDO DA MINHA DECISÃO.
Trabalho se não igual, mil vezes mais do que antes, mas tenho a minha vida sob meu comando.
Tem dias que não vendo uma tarracha… tem dias que volto para casa muito feliz pela conquista.
Sendo assim só tenho a agradecer.
Para aqueles ou aquelas que ainda tem medo de se arriscar, digo uma coisa, NADA É CERTO… NEM O SUCESSO NEM O FRACASSO…
O que vai te fazer crescer são passos lentos, sólidos, sem grandes vôos que exijam pousos arriscados.
Serão abdicacões de momentos livres…
Serão frustrações muitas vezes de melhores amigos que se quer dão valor ao seu trabalho e preferem comprar de um desconhecido com nome do que um amigo que ainda está na luta,
Serão noites em claro pensando em como pagará o cartão já que não vendeu como esperava…
Enfim, hoje vejo amigas trabalhando com MaryKay, jóias assim como eu, brigadeiros, biscoitos, roupas, avon e tantos outros catálogos por aí e se dando ao direito de darem início a uma nova fase… a uma nova vida.
Parabéns meninas…
Assim como eu, vocês não tiveram medo de errar e trocar de caminho.
Não é feio mudar… feio é se acomodar.
Não é feio dar 2 passos para traz… feio é não ter coragem de dar um para frente.
Não é feio fracassar… feio é nunca ter tentado.
Não é feio querer estar perto do filho… feio é estar longe e infeliz.
Não é feio MUITO MENOS HUMILHANTE recomeçar… feio é criticar aqueles que tentam produzir nas suas vidas.
Esse foi um depoimento simples (longo), cheio de verdade e sentimento, que espero que alguns leiam…
Alguns se identificarão e, se isso lhes fizer bem, ficarei muito feliz.
A maioria das pessoas infelizes não tiveram CORAGEM… no sentido amplo da palavra só faltou a coragem para mudar.

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5 comentários

  1. Oi amiguinha li sua historia e amei ,admiro sua força de vontade
    Amiguinha eu trabalho em um restaurante trabalho das 8 da manha as 7 da noite minha filha fica na escolinha das 8 as 4 minha sogra q pega ela ,gostaria muito de passar mais tempo com ela mas ela eu preciso trabalha pra poder paga escola e dar as coisas pra ela o q eu Fasso me ajudem

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    1. Bom dia Rose.
      Entendo que sua situação não seja muito fácil. Ter filho pequeno e ter que trabalhar fora contando com a ajuda da família não é a situação mais confortável do mundo.
      Para trabalhar com uma folga maior financeira e poder estar mais perto da sua filha você terá que se estruturar para isso. Não pense você que por hoje eu não trabalhar em uma empresa com horário fixo,eu trabalhe menos… muito pelo contrário…rs trabalho mais porém com horários alternativos.
      Se você começar a pensar numa atividade paralela à esta que você executa hoje, pode ser uma saída para começar a mudar de estilo de vida. Tente ser revendedora de uma marca… seja de cosméticos, roupas, jóias, alimentação enfim, aquilo que desejar. Tudo o que for fazer tem em primeiro lugar que não envolver custo pois isso comprometeria o seu orçamento do dia a dia, então pense em algo que tenha consignação, ou por encomenda…
      Sinta como funciona… Se você se identificar com isso, aos poucos você conseguirá se firmar e quem sabe viver como uma profissional autônoma. Uma outra opção é fazer um curso e se especializar em cozinhar para fora… estilo marmitas ou até mesmo cozinheira por um dia na casa das pessoas fazendo comida congelada.
      Seja criativa… Existem várias opções e uma delas se encaixará perfeitamente na sua necessidade.
      Seja feliz!
      Um abraço
      Juliana

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  2. Oiee….. Li sua história e me indentifiquei….

    Também sou mãe e larguei tudo pra ficar com meu filho…. e agora no momento comecei a trabalhar com Mary Kay e realmente dá muito certo e somos nós que fazemos nosso horário.

    Bjoooo

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