Mãe da semana: Leticia Lefevre – Você sabe o que é Polidrâmia?

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Sempre gostei muito de crianças, mas muito mesmo, já fui voluntária em obra social por anos, onde eu ia e tinha uma criança esta eu lá com ela, festas? As mães nem precisavam se preocupar que eu estava lá cuidando dos bebês delas.

A maternidade se aflorou ainda mais em mim com o nascimento do meu primo Thomaz, ele era um bebê lindo e fantástico, fazia coisas que ninguém acreditava, e fora que ele era muito bonzinho, na sequenecia nasceu a irmã dela a Thais, nossa foi amor a primeira vista por essa menina, ela era literalmente uma menina, vaidosa, boazinha, os dois eram minha válvula de escape do meu trabalho que na época era muito mais muito que punk. Então  surgiram meu sobrinhos, que eram maravilhosos também, sempre gostei de ficar e cuidar deles. A vida de tia prima era maravilhosa porque eu só ficava com a parte boa.

Eles cresceram, eu casei, e sempre quis ter filhos, isso para mim era fato. Tentamos por 2 anos até quem em 07/2013 tive uma das melhores notícias da minha vida: estava grávida.

Todo mundo imagina a gravidez como uma maravilha, mas não é necessariamente isso, passei muito mal, mas muito mal mesmo, tive azia, não conseguia dormir, com refluxo toda hora, tive também crises de enxaqueca que fez com que eu parasse no Pronto Socorro quase toda semana, que o paracetamol receitado não adiantava.

Até que minha GO encaminhou-me para uma neurologista, já estava com 12 semanas de gestação, após exames ela me informou que na gravidez é muito difícil controlar as enxaquecas porque você não pode tomar remédio algum. Ela continuou me acompanhando mensalmente e me encaminhou para a acupuntura.

Iniciei a acupuntura com 16 semanas e ela  foi a minha salvação, fazia toda a semana, até 33 semanas, depois que inciei a acupultura só tive enxaqueca umas 2 vezes.

Nesse meio tempo minha mãe começou a passar mal e ninguém descobria o que ela tinha, ela ficou internada quase 1 mês e eu não podia nem ir visitá-la. Meus hormônios foram até o céu e eu chorava e brigava até com a minha sombra. Briguei feio com a minha irmã.

Ainda achando que nada mais pudesse acontecer, a empresa do meu marido informou ele que ele teria que ir para Angola a trabalho, e ficar por lá por uns 3 meses, quase tive um treco de novo, e eu não podendo falar nada para ele, porque ele estava pior que eu com a situação, a sorte que o projeto foi cancelado e ele pode ficar ao meu lado nos último mês de gravidez.

Imaginem, eu sem mãe (doente), irmã (brigada) e marido (viajando) me senti muito mal, mas muito mal mesmo.

Quando achava que estava tudo bem melhor, com 33 semanas, após exames de rotina fui diagnoticada com aumento de líquido amniotico (Polidrâmia), eu estava com 2 vezes mais do que era o limite de líquido considerado seguro, ai vc entra naquele maldito google que fala que uma das justificativas do aumento é algum problema sério com o bebê, quase tive um treco de novo, na véspera do meu chá de bebê passei no pronto socorro para fazer um ultrassom e o meu líquido estava 4 vezes mais que o máximo normal, imediatamente fui internada para avaliação da equipe de medicina fetal, foi um desespero, imagine o médico do pronto socorro ligou para minha médica que foi me visitar no hospital para me falar que se confirmasse aquela quantidade de líquido ela teria que fazer minha cesárea de emergência porque o bebê não poderia correr o risco de nascer de parto normal, porque se ela nascesse e o cordão saisse antes que a placenta ela poderia sofrer algum dano.

Depois de uma noite de terror, no dia seguinte fui avaliada pela equipe de medicina fetal, e após refeito o exame eu estava “só” com 2 vezes mais líquido que o normal. mas tive alta e minha bebê estava bem.

Fui para casa, fiz o chá de bebê dela com a ajuda da minha super amiga Andréa, e das filhas dela Júlia e Gigi, saiu tudo como eu imaginava.

Na semana seguinte, tive contrações literalmente no meio da rua, liguei para minha médica e ela imediatamente me afastou com medo dos riscos do parto prematuro.

Em repouso absoluto, faltando 3 semanas para completar as 40, a minha médica me informou que se descredenciou do plano de saúde, que agora o parto cesárea teria que ser pago,  ai quase tive um treco de novo, sorte que lembrei que meu plano tinha reembolso. Se não eu teria infartado, porque da onde eu tiraria R$ 2.000,00 faltando 3 semanas para minha bebê nascer??? Não é muito perto do que cobram, mas eu não contava com essa despesa.

Dai entrei em contato com o plano para ver como funciona o reembolso, e quase me infartaram novamente, me falaram que se eu contratasse médico particular,e se eu precisasse de UTI neonatal eu teria que pagar do meu bolso, era quase R$ 3.000,00, pois o plano só cobriria o hospital com os profissionais do convênio.

Depois de estudar toda a legislação da ANS e quase preparar um MS, caso precisasse pagar, dei entrada no hospital, dai um anjo apareceu e me explicou como funcionavam as coisas. Fora que como minha médica não era mais do hospital, mesmo com a autorização do convênio tive que esperar um tempão, cheguei no hospital as 15h internei só as 19h e a pequena nasceu as 20h, se não fosse esse anjo acho que teria que esperar até vagar um leito.

Olha para mim, sinceramente, a gravidez não foi nada legal, foi um estress em cima do outro. Acho que se não tivesse família, amigos  e chefes maravilhosos que entendiam cada ausência minha eu acho que eu teria tido um treco. Minha gravidez só não foi tão ruim porque eu tive esses anjos na minha vida e ver milha filha se mexendo na minha barriga foi um dos melhores presentes de Deus.IMG_0948

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